20 janeiro 2016

Ou muito me engano...

... ou este médico vai ser responsável por levar à falência o negócio das maçãs na Big Apple. Just saying.

One apple a day keeps the doctor away? Screw the fruit.

Que ar tão saudável. Será contagioso?

(Com vocês, o momento parvo da semana, patrocinado por Royal Gala. A culpa é dos pesticidas.)

17 janeiro 2016

Mamma Mia

Gostei. Não tanto como do Cats, mas enfim, esse tem mais dança, e no meu caso, fica tudo dito.
Ainda assim, a apreciação global foi bastante positiva, com a tarde marcada por dois pontos altos. O primeiro resultante dos sorrisos e cantarolar da plateia, juntamente com o soltar da franga de muitos dos elementos masculinos presentes (oh yeah, shake it, baby!!). O segundo, aquele momento pele de galinha no the winner takes it all. Arrepiadinha até aos ossos. E não foi do frio. Bolas, que a mulher canta.

14 janeiro 2016

Oh, my hero

Ou, neste caso, heroes.

A minha viatura andava ligeiramente porquita por dentro. Um bocadito só. Quase nada. Pronto, está bem, a verdade é que já estava mais do que na hora de levar uma valente limpeza. E assim, fui ter com os 3 marmanjos que me tratam do assunto. Ehh bruta, logo 3? Ei, ei, então, é só porque é mais rápido. Além disso, eles tratam muito bem dela, ? A dona é que não costuma achar muita piada aos olhares e comentários de que é alvo. Mas enfim, pelo menos não são os tradicionais piropos das obras e aguenta-se quase tudo pelo cheirinho a lavado.

Estava eu à espera, mantendo a distância de segurança mínima para conforto dos meus ouvidos, quando um deles me grita "olhe, por acaso tem alguma aranha de estimação?". Penso que já referi várias vezes o que sinto em relação a aranhas, particularmente as que me aparecem no carro. Depois de uma ou duas batidas de coração falhadas, lá balbuciei "eeerrr, não... porquê?". Ao que um deles responde, fazendo-me sinal com a mão para me aproximar "bem, há quem goste de tarântulas e esta não anda longe disso, queria só confirmar... olhe ali". Congelei, ao ver a bicha confortavelmente instalada entre o banco do passageiro e a porta. E assim perdi toda a minha postura quando, com a voz a tremelicar, branca de susto e a um pequeno passo de saltar para o colo de um deles, disse "façam qualquer coisa, matem-na, aspirem-na, afoguem-na, mas não ma deixem aí dentro, por favooooor!".

Num belo exemplo de trabalho de equipa, lá me expulsaram a invasora. A partir de hoje são os meus heróis. Sim, porque um deles comentava, "já pensou o que acontecia se fosse a conduzir e ela começasse a passear perto de si?". Já. Morria.

13 janeiro 2016

Perfeccionista, eu?

De acordo com este estudo científico, parece que sou. Então rato, não nos digas que tens a mania de roer as unhas! Nop. Isso era demasiado banal. Se é para ser estranha, então que seja em grande. O que eu faço é mexer no cabelo. Muito. Ao ponto de o ir arrancando. Bastante. Em particular aqueles cabelitos fora do sítio. É a morte do(s) herói(s). Será isso que me rotula como perfeccionista?

A ser verdade, sou assim desde que nasci. Literalmente. Um bebé a arrancar cabelo, estás a gozar? Não. Estou a falar a sério.  Eu tinha um cobertor. Esse cobertor tinha pêlo. Esse pêlo era quentinho. E onde ele ficava mesmo bem era entre o meu nariz e a minha chupeta. Sempre devo ter sido friorenta, sei lá. Mas com poucos meses, arrancava o pêlo do cobertor e enfeitava o meu buço com ele, o que provocava síncopes nervosas nos meus progenitores. Até ao dia em que me retiraram o cobertor. Ai que ela ainda asfixia. Grande erro. A determinação era grande já nessa altura. E sem cobertor, virei-me para a fonte de pêlo mais à mão. Adivinharam. O meu cabelo. Se era desconcertante encontrar a filha com um bigodito de pêlo, imaginem o ataque de nervos quando me encontraram nos mesmos preparos, mas com origem na minha pilosidade. O cobertor voltou às minhas mãos em menos de um ai.

Sou então perfeccionista? Eu diria antes, um bocadinho estranha ou até mesmo esquisita. Mas sim, também sou perfeccionista. Apenas não me identifico com o resto dos atributos que associam a essa característica. Impaciente? Tirando o facto de ter vindo cá para fora com 7 meses, acho que não. Sinto frustração com facilidade? Nem por isso. Aliás, nada mesmo. Insatisfeita? Aí depende. Sou muito grata por todas as pessoas na minha vida. E aprecio muito tudo o que tenho. Se a insatisfação estiver relacionada com o querer fazer mais, querer viver mais, querer experimentar mais, estar constantemente a desafiar-me, então talvez seja. Eu chamo-lhe síndrome do bichinho carpinteiro. Por último, também não é fácil para mim sentir tédio. Há sempre algo para me fascinar. Em que pensar. Com que me entreter.

Portanto, é apenas mais um estudo para me dizer que não me enquadro. Que sou atípica. Tão típico.

11 janeiro 2016

Estás um bocadinho desorientada, filha

Sabes aquela coisa que se ensina na escola... ai, como é que se chama, aquela disciplina... eeeerrrr... Geografia? Não estás a ver? Não? Oh sua marota, o que andavas tu a fazer durante essas aulas, hã? Estás a ver a falta que te fizeram hoje? Pois, vai lá rever isso, vai.


Cenário causado pelas descargas da barragem da Aguieira... errr, ai c'a estúpida, queria dizer Alqueva, claro... então, é no Guadiana!

07 janeiro 2016

O bem e o mal

Se me restassem dúvidas, que qualificar uma acção como boa ou má depende sempre da perspectiva, elas teriam sido definitivamente esclarecidas. Trânsito caótico da hora de ponta, chuva chata e deprimente, filas intermináveis. Deixo passar um condutor, cedendo-lhe o meu lugar. Andamos uns metros e, por sua vez, ele oferece uma traseira nova ao carro da frente.

Toda uma cadeia de boas acções que ali se estava a preparar, não fosse eu pôr travão na situação. Mesmo. Já tinha oferecido a passagem, não lhe ia dar também uma retaguarda melhorada, não?
Uma boa acção por pessoa, por dia. Temos de ser uns para os outros, e é para dar para todos.

04 janeiro 2016

All good things...

Ora pois, acabaram-se as férias, com grande pena minha.
O descanso. Os passeios. As horas e horas de ronha. Na cama. No sofá. Os programas com amigos. Os programas só os dois. Os mimos, os olhares, as gargalhadas. Namorar. E namorar mais um bocadinho. E... mais um bocadinho ainda. Eu e ele. Chocolates. As conversas. Beijos e abraços. Dormir, dormir, dormir. Mantas e gatinhos.
Tão, mas tão bom.

"O meu vizinho é Judeu"
"Portátil" - Porta dos Fundos
Happy New Year!!
ÓooLeonildeeeee...

E é precisamente assim, BOM, MAS BOM, que desejo que este ano seja para todos. Principalmente os que me lêem e/ou aturam, vocês merecem o céu. Ou uma consulta de neurologia, depende do ponto de vista. Enfim, um bom e feliz 2016, mas é.

Aaaah, já me esquecia, também dizem as más-línguas que amanhã fico mais velha. Só para as calar, eu cá não perco juventude, eu ganho idade, e parecendo que não, isso faz toda a diferença, entendido? Pronto, ainda bem que ficou esclarecido.

15 dezembro 2015

Sinto-me tão leve

E incrédula.
E aliviada.
E orgulhosa.
E muito, muito grata.

Uma etapa que, finalmente(!!), chega ao fim. A conclusão do doutoramento, um sonho, uma meta, uma pedra.
Agora descanso. Para já. Outras se seguirão, eu sei, ou não fosse eu quem sou. Tudo porque, adaptando livremente (e de forma muito tosca) as palavras de um português que realmente sabia escrever,

mais do que o monstrengo que a minha alma teme, está a vontade que me prende ao leme.


O meu Adamastor

04 dezembro 2015

Estado das coisas #2

Porque nem só de stress vive o rato e nem só de estudo vive a defesa. Também vive do hábito talar. Mais uma preocupação que fui tratar ontem. Chego e sou atendida."Vamos então ver o traje para a menina". Menina. Comecei logo a nutrir um certo amor pela funcionária, mas as minhas emoções por estes dias não andam de fiar. 

Adiante. "Então, o seu número... deixe cá ver... olhe, experimente este". Experimentei. A saia caía pelas pernas abaixo, a batina parecia um saco de batatas. Uuuuu, sexy. "Ai, ó menina, mas este é o número mais pequeno!" Ora bolas, aqui não há secção de criança, estou fo#$&%. Faz sentido, eu sei, tirando alguma sobredotada, não é comum uma criança necessitar de um hábito talar. "Olhe, não se preocupe, nós apertamos um bocadinho aqui, e ali, e também com a capa por cima nem se nota mais nada!" 

Alfinetes para trás e para a frente, fico ali eu, em frente ao espelho, firme e hirta numa vã tentativa de não me tornar um coador, quando ela chega com a capa e a coloca nos meus ombros. Arrasta no chão atrás e penso, que bonito, como se não bastasse tudo o resto, ainda tenho uma cauda. E nisto, noto um pormenor. A capa está do avesso. Olho para a funcionária, uma expressão de interrogação a acompanhar o ar infeliz de quem roubou a roupa à mãe, e ela sorri, pisca-me o olho e diz "está do avesso sim, para dar sorte à menina".

Pessoas destas valem ouro.

03 dezembro 2015

Estado das coisas #1

Ligeira propensão para momentos de pânico, motivados por diferentes conversas com júris e orientadores, que vão revelando algumas questões "fáceis, fáceis" que devem surgir. E estaria tudo bem, não fossem todas elas sobre assuntos que não constam da tese nem do material que já estudei.
Vamos lá dissertar sobre a definição de fácil, vamos? Essa, pelo menos, talvez saiba responder...