Rasgam. As palavras. As que ouvimos. As que calamos.
E não sei o que dói mais. Se tudo o que ainda temos para dizer, se o vazio que vai ficar depois de o fazermos.
28 março 2016
23 março 2016
Tu não me envergonhes!
Eu tento, mas nem sempre consigo. A minha trambolhice crónica gosta de dar um arzinho da sua graça nas mais variadas situações. À mesa, por exemplo. Comida que voa do prato, dos talheres, dos pauzinhos. Para o chão, para cima de mim, para cima da companhia. Acontece. E ali fico eu, cor de tomate, engasgada. Sim, porque mesmo que queira disfarçar, os meus subsequentes ataques de riso não o permitem.
Da última vez foi com queijo ralado. Que não havia maneira de sair do frasco. Entupido, pensei. Nada como umas pancadinhas com ele na mesa. Funcionou, sem dúvida. De tal maneira, que ao virá-lo para o prato, lhe caiu a tampa e todo o conteúdo. Querias queijo? Toma lá queijo. Agora boa sorte a encontrar a massa por baixo disso tudo.
Duas reacções. Riso descontrolado do meu lado da mesa. Um "eu não conheço esta miúda" do lado dele.
Da última vez foi com queijo ralado. Que não havia maneira de sair do frasco. Entupido, pensei. Nada como umas pancadinhas com ele na mesa. Funcionou, sem dúvida. De tal maneira, que ao virá-lo para o prato, lhe caiu a tampa e todo o conteúdo. Querias queijo? Toma lá queijo. Agora boa sorte a encontrar a massa por baixo disso tudo.
Duas reacções. Riso descontrolado do meu lado da mesa. Um "eu não conheço esta miúda" do lado dele.
Qualquer coisa semelhante a isto...
... seguida disto.
21 março 2016
Para os queixinhas
Parem com isso. A sério. Não há alma que vos ature. É chato e ninguém gosta de pessoas assim. Se não acreditam em mim, atentem nas palavras de um psicólogo que além de perceber da poda, é dotado de uma forte veia poética. "Venting anger is... similar to emotional farting in a closed area". Ora lá está. Toda a gente diz que um filho nunca cheira mal ao pai, bilu bilu, agora suportar flatulências alheias já não tem tanta piada, pois não?
Mas se o facto de não fazerem amigos e ainda perderem os que já têm é coisa que não vos preocupa, vejam pelo menos o lado científico do assunto. Ser queixinhas não é apenas mau para a vossa vida social. É mau para a vossa saúde também. E não precisam de ir para o campo da metafísica, das auras, energias e vibrações para perceberem porquê. A bela da ciência explica tudinho.
"Synapses that fire together wire together". Os vossos cérebros contêm uma colecção de sinapses separadas por espaços vazios (uns mais que outros, é certo). Sempre que vos ocorre um pensamento, uma sinapse envia um sinal através desse espaço até chegar a outra, construindo uma ponte entre elas, por onde circula a informação. O engraçado é que, cada vez que esse sinal é despoletado, as sinapses aproximam-se para diminuir a canseira de uma relação à distância. Dessa forma, o cérebro remodela os seus próprios circuitos, facilitando a recorrência daquele pensamento. Com o tempo, essas sinapses queixinhas estão tão juntinhas, que os pensamentos negativos são imediatos, mais rápidos que o Obikwelu, vencendo todos os outros. Hello, dark side.
Saúde mental, nicles. Mas não se fica por aí. Esta brincadeira aumenta os níveis de stress. E consequentemente, de cortisol, a hormona que anda sempre colada a ele. Uma verdadeira groupie, responsável por enfraquecer o sistema imunitário, aumentar a tensão arterial, o colesterol, o risco de doença cardíaca e de sofrer de obesidade e diabetes. Além de interferir com a capacidade de aprendizagem e memória. Concluindo, não ficam só queixinhas. Ficam gordos e burros. Bom, não é?
Pronto, era só isto. Se não vos chega, podem ver mais aqui. Ou aqui. Ou usem o Google, ele gosta.
Mas se o facto de não fazerem amigos e ainda perderem os que já têm é coisa que não vos preocupa, vejam pelo menos o lado científico do assunto. Ser queixinhas não é apenas mau para a vossa vida social. É mau para a vossa saúde também. E não precisam de ir para o campo da metafísica, das auras, energias e vibrações para perceberem porquê. A bela da ciência explica tudinho.
"Synapses that fire together wire together". Os vossos cérebros contêm uma colecção de sinapses separadas por espaços vazios (uns mais que outros, é certo). Sempre que vos ocorre um pensamento, uma sinapse envia um sinal através desse espaço até chegar a outra, construindo uma ponte entre elas, por onde circula a informação. O engraçado é que, cada vez que esse sinal é despoletado, as sinapses aproximam-se para diminuir a canseira de uma relação à distância. Dessa forma, o cérebro remodela os seus próprios circuitos, facilitando a recorrência daquele pensamento. Com o tempo, essas sinapses queixinhas estão tão juntinhas, que os pensamentos negativos são imediatos, mais rápidos que o Obikwelu, vencendo todos os outros. Hello, dark side.
Saúde mental, nicles. Mas não se fica por aí. Esta brincadeira aumenta os níveis de stress. E consequentemente, de cortisol, a hormona que anda sempre colada a ele. Uma verdadeira groupie, responsável por enfraquecer o sistema imunitário, aumentar a tensão arterial, o colesterol, o risco de doença cardíaca e de sofrer de obesidade e diabetes. Além de interferir com a capacidade de aprendizagem e memória. Concluindo, não ficam só queixinhas. Ficam gordos e burros. Bom, não é?
Pronto, era só isto. Se não vos chega, podem ver mais aqui. Ou aqui. Ou usem o Google, ele gosta.
17 março 2016
08 março 2016
Hoje é aquele dia...
... em que saímos à rua e ficamos com a sensação que tomámos banho em Impulse (mais uma do tempo da maria cachucha, eu sei, xiu). Para os que não se lembram (ou não perceberam a referência, cof cof), hoje é o dia em que desconhecidos nos impingem oferecem flores e mais flores. A bem ou a mal, porque há gente que leva isto muito a sério e, se for preciso, correm atrás de vocês para vos espetar com elas onde calhar. Acho que algumas até vêm equipadas com uma espécie de adesivo, para prender nos cabelos e na roupa, caso a mulher não lhes queira pegar. E as alérgicas, pá? As de nariz sensível? As que não gostam de flores mortas? Etc, etc, etc? Tolerância e respeito pela diferença, isso é que era bonito.
07 março 2016
Coisas de "gaija" #1
"Gaija" que é "gaija" gosta de sapatos.
"Gaija" que dança eleva essa paixão a novos níveis. Por sapatos de dança, claro está. Contei lá por casa 9 pares. Em 8 anos. Não é muito. Mas já não havia espaço para todos, por isso, entre lágrimas e carinhos lá entreguei a alma de uns ao criador. Foram bons companheiros. Fizemos muitos km juntos por essas pistas e palcos fora. E com o espaço extra recentemente adquirido, lá veio o par nº 10. E também as horas terapêuticas a colar brilhantes e a queimar dedos no processo. Logo eu, que nem sou dada a grandes trabalhos manuais. Tudo pelos "patins" novos. My precioussssssssss.
"Gaija" que dança eleva essa paixão a novos níveis. Por sapatos de dança, claro está. Contei lá por casa 9 pares. Em 8 anos. Não é muito. Mas já não havia espaço para todos, por isso, entre lágrimas e carinhos lá entreguei a alma de uns ao criador. Foram bons companheiros. Fizemos muitos km juntos por essas pistas e palcos fora. E com o espaço extra recentemente adquirido, lá veio o par nº 10. E também as horas terapêuticas a colar brilhantes e a queimar dedos no processo. Logo eu, que nem sou dada a grandes trabalhos manuais. Tudo pelos "patins" novos. My precioussssssssss.
Sparkle and shine on the dance floor
02 março 2016
And the winner is...
Não, não é sobre os óscares. Já vinha muito atrasada para isso, e se é para ser fora de época, então que seja em grande. Pronto, está bem, eu admito, não é por terem sido há mais tempo, é mesmo por estarem mais relacionados aqui com o buraco. Falo dos prémios Ig Nobel. Sim, os de 2015. Sabem em que consistem, certo? Espero que sim, mas caso haja dúvidas... perguntem ao Google.
For achievements that first make people LAUGH then make them THINK.
Esta introdução já diz tudo, mas vamos lá a alguns dos vencedores.
Química: pela investigação sobre como "des-cozinhar" um ovo (traduzam lá vocês "unboil", se conseguirem. Eu consegui tanto como eles conseguiram fazer regredir o estado do ovo)
Física: pela investigação sobre o efeito do tamanho corporal no tempo que dura a micção (parece que a média são 21 segundos, se ficaram curiosos)
Literatura: pela descoberta que a palavra "huh", ou seu equivalente, existe em todas as línguas humanas (e duh, já agora? Ficamos a aguardar ansiosos essa pesquisa)
Economia: por oferecerem pagar uma compensação extra a polícias que se recusem a aceitar subornos (?!?!?!)
Medicina: pela investigação dos benefícios e/ou consequências biomédicas de beijar intensamente (olha, olha, aposto que são todos cobaias do próprio estudo. #tudopelaciencia)
Biologia: pela observação de que prendendo um pau pesado à zona traseira de uma galinha, ela começa a andar como um dinossauro (esta nem sei o que diga, além de ser claramente uma crueldade para os animais, é apenas, ai, qual é a palavra... ESTÚPIDO!!!)
Hã, que tal? São bons ou quê? Podia ficar por aqui, mas há mais. Os anteriores supostamente davam para pensar (depois de rir, claro), mas os que se seguem nem isso. E algumas das investigações que não mereceram sequer uma nomeação ig nobel são:
- Os cereais sabem melhor com leite do que com água.
- Comer em demasia pode levar ao excesso de peso.
- Chamar uma ambulância pode salvar a sua vida.
- Objectos que estão muito distantes são mais difíceis de ver.
- ...
Não sei quanto a vocês, mas eu fiquei curiosa...
Onde é que esta gente arranja financiamento? Hã? Alguém me diz? É que eu também quero!
Esta introdução já diz tudo, mas vamos lá a alguns dos vencedores.
Química: pela investigação sobre como "des-cozinhar" um ovo (traduzam lá vocês "unboil", se conseguirem. Eu consegui tanto como eles conseguiram fazer regredir o estado do ovo)
Física: pela investigação sobre o efeito do tamanho corporal no tempo que dura a micção (parece que a média são 21 segundos, se ficaram curiosos)
Literatura: pela descoberta que a palavra "huh", ou seu equivalente, existe em todas as línguas humanas (e duh, já agora? Ficamos a aguardar ansiosos essa pesquisa)
Economia: por oferecerem pagar uma compensação extra a polícias que se recusem a aceitar subornos (?!?!?!)
Medicina: pela investigação dos benefícios e/ou consequências biomédicas de beijar intensamente (olha, olha, aposto que são todos cobaias do próprio estudo. #tudopelaciencia)
Biologia: pela observação de que prendendo um pau pesado à zona traseira de uma galinha, ela começa a andar como um dinossauro (esta nem sei o que diga, além de ser claramente uma crueldade para os animais, é apenas, ai, qual é a palavra... ESTÚPIDO!!!)
Hã, que tal? São bons ou quê? Podia ficar por aqui, mas há mais. Os anteriores supostamente davam para pensar (depois de rir, claro), mas os que se seguem nem isso. E algumas das investigações que não mereceram sequer uma nomeação ig nobel são:
- Os cereais sabem melhor com leite do que com água.
- Comer em demasia pode levar ao excesso de peso.
- Chamar uma ambulância pode salvar a sua vida.
- Objectos que estão muito distantes são mais difíceis de ver.
- ...
Não sei quanto a vocês, mas eu fiquei curiosa...
Onde é que esta gente arranja financiamento? Hã? Alguém me diz? É que eu também quero!
25 fevereiro 2016
O dia em que fui vingada por um piolho fenómeno
Pela Formiga Fenómeno? Então mas não é Atómica?
Pois, sei lá, depende de quem traduz. Mas eu estou mesmo a falar de um piolho. Fenómeno.
Sempre morri de amores pela ciência mas, no início da minha vida profissional, ela não queria nada comigo. Ou melhor, até queria, mas sem dar nada em troca. E como uma pessoa precisa de dinheiro para viver, enquanto esperava que aquela ingrata reconhecesse o meu valor, trabalhei numa farmácia. Vida ingrata, também. Eu sei, há aqui um padrão, "não és tu, sou eu", mas adiante. Sinto uma profunda admiração por todos os farmacêuticos que trabalham nessa área. Mesmo. As horas infinitas de pé, as trombas e má-educação de muitos utentes, a burocracia envolvida, a falta de confiança e de respeito por quem está ali apenas com o objectivo de ajudar.
Uma das situações simpáticas com que era brindada com frequência ocorria ao sábado de manhã. Estar ali, quando a vontade era estar na cama ou a aproveitar o dia de descanso, doía. E doía ainda mais quando, já na hora de fechar, a farmácia era invadida por uma legião de ladies que tinham andado no brunch com as amigas, nas compras e no cabeleireiro. O que é que interessava os nossos horários e a nossa vontade de aproveitar o resto do dia? O que é que nós interessávamos, mesmo? Aliás, nós quem?
Foi assim, precisamente num sábado, que uma loira platinada com um ar muitooo afectado, acabada de sair do cabeleireiro, trunfa fofa e esvoaçante, entrou com a porta já a fechar, e atirou com um ar de desdém e nojo,
"Olheeee, quero qualquer coisa para os piolhos, já! O meu Dinis, c'ó horrrrror, veio com um papel da escola e parece que andam lá umas crianças badalhooocas, e eu até me dá os vómitos só de pensar nissooo! Odeio gente pooorca, e nem pensar que lá em casa entra essa bicheeeza!"
Já eu, fui acenando que sim com a cabeça, de olhos esbugalhados e fixos no super piolho, bem preto e bem visível, que passeava calmamente pelos fios platinados, com textura de algodão doce, da mulher.
Pois, sei lá, depende de quem traduz. Mas eu estou mesmo a falar de um piolho. Fenómeno.
Sempre morri de amores pela ciência mas, no início da minha vida profissional, ela não queria nada comigo. Ou melhor, até queria, mas sem dar nada em troca. E como uma pessoa precisa de dinheiro para viver, enquanto esperava que aquela ingrata reconhecesse o meu valor, trabalhei numa farmácia. Vida ingrata, também. Eu sei, há aqui um padrão, "não és tu, sou eu", mas adiante. Sinto uma profunda admiração por todos os farmacêuticos que trabalham nessa área. Mesmo. As horas infinitas de pé, as trombas e má-educação de muitos utentes, a burocracia envolvida, a falta de confiança e de respeito por quem está ali apenas com o objectivo de ajudar.
Uma das situações simpáticas com que era brindada com frequência ocorria ao sábado de manhã. Estar ali, quando a vontade era estar na cama ou a aproveitar o dia de descanso, doía. E doía ainda mais quando, já na hora de fechar, a farmácia era invadida por uma legião de ladies que tinham andado no brunch com as amigas, nas compras e no cabeleireiro. O que é que interessava os nossos horários e a nossa vontade de aproveitar o resto do dia? O que é que nós interessávamos, mesmo? Aliás, nós quem?
Foi assim, precisamente num sábado, que uma loira platinada com um ar muitooo afectado, acabada de sair do cabeleireiro, trunfa fofa e esvoaçante, entrou com a porta já a fechar, e atirou com um ar de desdém e nojo,
"Olheeee, quero qualquer coisa para os piolhos, já! O meu Dinis, c'ó horrrrror, veio com um papel da escola e parece que andam lá umas crianças badalhooocas, e eu até me dá os vómitos só de pensar nissooo! Odeio gente pooorca, e nem pensar que lá em casa entra essa bicheeeza!"
Já eu, fui acenando que sim com a cabeça, de olhos esbugalhados e fixos no super piolho, bem preto e bem visível, que passeava calmamente pelos fios platinados, com textura de algodão doce, da mulher.
21 fevereiro 2016
As coisas que se podem ver numa estação dos comboios
Um casalinho muito jovem chega à plataforma. Ficam ali uns segundos e logo começam aos beijos. Sôfregos. Com muita língua e mexer de cabeça à mistura. Do tipo endoscópico, pautado pela total ausência de pudor que caracteriza aquelas idades.
Apesar dos olhares de reprovação dos restantes passageiros, sinto alguma empatia. As despedidas nunca são fáceis. Eu sei. Mas eis que a sessão de "comes" termina e cada um segue o seu caminho separado... para os respectivos wc's. Aahhh, eeerrr, bem, não deixam de ter alguma razão. Nunca se sabe quando é que uma caganeira se revela fatal. Podia ter sido o último beijo daquelas almas.
Fiquem tranquilos. Não foi. Voltou cada um dos seus afazeres para mais uma fausta refeição na plataforma, de onde seguiram, de mãos dadas, para fora da estação.
17 fevereiro 2016
Quando valores mais altos se levantam
É do conhecimento geral que ciência e religião não combinam muito bem. Têm já uma longa história juntas, é verdade, mas as relações sempre foram difíceis (para dizer o mínimo). Talvez por isso seja tão raro haver misturas. Ou encontrar um cientista que, durante uma palestra, ponha a divindade lá pelo meio. Eu, pelo menos, nunca tinha assistido a isso.
Mas hoje foi o dia. No meio do uom uom uom (podem inserir aqui a voz da professora do Charlie Brown), algo perfura o meu manto de hibernação (muito sono e muito frio, não julguem fáxabor). Um valente thank god. Hã? Espera, what?? Ele disse realmente isto? Disse. E em que contexto? Vamos reboninar.
"We need to use rat models 'cause we don't have enough human's testicular biopsies. THANK GOD"
Palavras acompanhadas pelo ligeiro esgar de dor, seguido do encolhimento e uma mão a descer protectora para a zona em questão. Pois é. Até um cientista se torna religioso com as circunstâncias ou incentivos certos. Ora bolas.
Mas hoje foi o dia. No meio do uom uom uom (podem inserir aqui a voz da professora do Charlie Brown), algo perfura o meu manto de hibernação (muito sono e muito frio, não julguem fáxabor). Um valente thank god. Hã? Espera, what?? Ele disse realmente isto? Disse. E em que contexto? Vamos reboninar.
"We need to use rat models 'cause we don't have enough human's testicular biopsies. THANK GOD"
Palavras acompanhadas pelo ligeiro esgar de dor, seguido do encolhimento e uma mão a descer protectora para a zona em questão. Pois é. Até um cientista se torna religioso com as circunstâncias ou incentivos certos. Ora bolas.
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