06 abril 2016

Verdade ou mentira, as respostas

Tal como tinha prometido, aqui ficam os esclarecimentos relativos a esta brincadeira.
No geral, vós, almas gentis que participastes, acertastes em quase tudo, se não mesmo em tudo (como as duas meninas viciadas em livros e, segundo elas, em analisar pessoas). Sou muito transparente, é o que é. Adiante.

1. Mentira. Usei aparelho, pois claro, mas olhando para mim agora, ninguém o diria. Os dentes do siso encarregaram-se de reverter todo o trabalho do dito cujo e pronto... tenho um sorriso torto. Ou, de acordo com o ser caridoso que priva comigo, "é esgrouviado".

2. Verdade. Sou uma nódoa nessa área. A única coisa que ainda consigo tocar é aquela flauta que nos impingem no 1º e 2º ciclo, e mesmo isso, ó ó... protejam os ouvidos.

3. Mentira. Não gosto, não simpatizo, não nada. Desde pequena. Não é trauma, é só implicância.

4. Mentira. É uma cor que gosto muito, mas não é a preferida. Então qual é, perguntam vocês? Pois, nenhuma. Não tenho. Sou muito ecléctica nisso das cores. E nas músicas. E nos livros. E nos filmes. E nas pessoas. E... acho que já deu para perceber a ideia.

5. Quanto a esta, não sei bem como é devo interpretar o facto de duas meninas dizerem sem hesitações que isto era verdadeiro?! Que raio de imagem têm vocês de mim, hein?! Para os que não acharam que isto fosse possível, cá beijinho, estão no meu coração, sim? 
A resposta? Enfim... pois... eeerrrr... ok, é verdade. Mas não foi por mal. Era apenas um nico de gente, e por uma piquena distracção, sem me lembrar do que tinha combinado com os meus pais, meti os pezitos à estrada e ala que se faz tarde, aí fui eu a pé para casa. Eu a pensar que eles se tinham esquecido da filha, eles a pensarem que a filha tinha sido levada por alguém... et voilá, polícia à procura da criancinha desmiolada.

6. Verdade. O c#!$%& do mosquito fez pontaria ao meu tornozelo e zinga! toca de ferrar. Eu, como sou um bocado flor de estufa no que respeita a alergias, fiz uma reacção tão desmesurada, que só os corticosteróides e as muletas me valeram.

7. Verdade. Como disse o Jedi, e bem "quem não tem?" (que bonito... até rimou). Mas, de vez em quando, também tenho um ou outro dia que nem me posso ouvir.

8. Mentira. Eu não sei é viver com ela. As minhas skills são... como dizer... básicas. Além disso, cansa e suja muito. Aguento a maquilhagem de palco porque não tenho outra hipótese, mas refilo e refilo (comigo própria, lá está), sempre que chega a hora de tirar aquele betume todo da cara. E as purpurinas. Malditas purpurinas.

9. Verdade. Tenho propensão para enxaquecas e tudo o que é cheiro forte bate-me com força. Além disso, realmente não gosto de perfumes muito florais. Para mim têm de ser frutados (e cítricos, de preferência). Uma grande amiga dos meus tempos de estudante, com quem dividia o carro todas as manhãs, usava o Hypnotic Poison... E era assim que eu chegava sempre à faculdade, hipnotizada e prestes a vomitar.

10. Mentira. Pois claro, sou uma caguinchas. Tenho temor, miúfa, desconforto, o que lhe quiserem chamar. Apesar disso, lá me enfio num sempre que posso. Porquê? Porque adoro viajar, e o meu lado racional dá 5-0 ao irracional, sem sequer pestanejar.

Pronto, está feito. Ficam com as respostas e as respectivas justificações. Sou uma mãos largas, eu.

04 abril 2016

Não sei quanto a vocês...

... mas eu cá, costumo preferir sempre o meu café sem ovo.
Não sei, é só porque me parece que não combinam... Mania minha, com toda a certeza.

Sai um café normal e um sem ovo para a mesa 3!

01 abril 2016

Verdade ou mentira

Diz que hoje é dia das mentiras. Nunca me tinha dado para brincar com isso ou pregar petas, mas enfim, há sempre uma primeira vez para tudo. E posso culpar este tempo bipolar, a semana de caca, ou até as noites mal dormidas, portanto... lá vai alho! Aqui ficam 5 verdades e 5 mentiras sobre a minha pessoa.

1. Nunca usei aparelho nos dentes.
2. Desisti das aulas de guitarra porque, após um ano, nem as "Dunas" conseguia tocar.
3. Gosto muito de palhaços.
4. A minha cor preferida é o vermelho.
5. Já fui procurada pela polícia.
6. Já tive de andar de muletas por causa de uma picada de mosquito.
7. Tenho o hábito de falar sozinha.
8. Não vivo sem maquilhagem.
9. Perfumes fortes e florais provocam-me dores de cabeça.
10. Adoro andar de avião.

(Não, não vou dar nenhum prémio a quem quiser brincar e, por acaso, acertar. O que interessa é participar, certo? Eeeerrrr, não? Pronto, pronto, eu sei, mas estamos em crise, não há nada a fazer, desculpem lá o mau jeito... E se der as respostas, hum? Que tal?)

28 março 2016

Silêncio

Rasgam. As palavras. As que ouvimos. As que calamos.
E não sei o que dói mais. Se tudo o que ainda temos para dizer, se o vazio que vai ficar depois de o fazermos.

23 março 2016

Tu não me envergonhes!

Eu tento, mas nem sempre consigo. A minha trambolhice crónica gosta de dar um arzinho da sua graça nas mais variadas situações. À mesa, por exemplo. Comida que voa do prato, dos talheres, dos pauzinhos. Para o chão, para cima de mim, para cima da companhia. Acontece. E ali fico eu, cor de tomate, engasgada. Sim, porque mesmo que queira disfarçar, os meus subsequentes ataques de riso não o permitem.

Da última vez foi com queijo ralado. Que não havia maneira de sair do frasco. Entupido, pensei. Nada como umas pancadinhas com ele na mesa. Funcionou, sem dúvida. De tal maneira, que ao virá-lo para o prato, lhe caiu a tampa e todo o conteúdo. Querias queijo? Toma lá queijo. Agora boa sorte a encontrar a massa por baixo disso tudo.
Duas reacções. Riso descontrolado do meu lado da mesa. Um "eu não conheço esta miúda" do lado dele.

Qualquer coisa semelhante a isto...

... seguida disto.

21 março 2016

Para os queixinhas

Parem com isso. A sério. Não há alma que vos ature. É chato e ninguém gosta de pessoas assim. Se não acreditam em mim, atentem nas palavras de um psicólogo que além de perceber da poda, é dotado de uma forte veia poética. "Venting anger is... similar to emotional farting in a closed area". Ora lá está. Toda a gente diz que um filho nunca cheira mal ao pai, bilu bilu, agora suportar flatulências alheias já não tem tanta piada, pois não?

Mas se o facto de não fazerem amigos e ainda perderem os que já têm é coisa que não vos preocupa, vejam pelo menos o lado científico do assunto. Ser queixinhas não é apenas mau para a vossa vida social. É mau para a vossa saúde também. E não precisam de ir para o campo da metafísica, das auras, energias e vibrações para perceberem porquê. A bela da ciência explica tudinho.

"Synapses that fire together wire together". Os vossos cérebros contêm uma colecção de sinapses separadas por espaços vazios (uns mais que outros, é certo). Sempre que vos ocorre um pensamento, uma sinapse envia um sinal através desse espaço até chegar a outra, construindo uma ponte entre elas, por onde circula a informação. O engraçado é que, cada vez que esse sinal é despoletado, as sinapses aproximam-se para diminuir a canseira de uma relação à distância. Dessa forma, o cérebro remodela os seus próprios circuitos, facilitando a recorrência daquele pensamento. Com o tempo, essas sinapses queixinhas estão tão juntinhas, que os pensamentos negativos são imediatos, mais rápidos que o Obikwelu, vencendo todos os outros. Hello, dark side.

Saúde mental, nicles. Mas não se fica por aí. Esta brincadeira aumenta os níveis de stress. E consequentemente, de cortisol, a hormona que anda sempre colada a ele. Uma verdadeira groupie, responsável por enfraquecer o sistema imunitário, aumentar a tensão arterial, o colesterol, o risco de doença cardíaca e de sofrer de obesidade e diabetes. Além de interferir com a capacidade de aprendizagem e memória. Concluindo, não ficam só queixinhas. Ficam gordos e burros. Bom, não é?

Pronto, era só isto. Se não vos chega, podem ver mais aqui. Ou aqui. Ou usem o Google, ele gosta.

17 março 2016

Anda lá, Primavera

Estou a contar contigo. Não me falhes, fáxabor.

As saudades que eu tenho de uma tarde assim...

08 março 2016

Hoje é aquele dia...

... em que saímos à rua e ficamos com a sensação que tomámos banho em Impulse (mais uma do tempo da maria cachucha, eu sei, xiu). Para os que não se lembram (ou não perceberam a referência, cof cof), hoje é o dia em que desconhecidos nos impingem oferecem flores e mais flores. A bem ou a mal, porque há gente que leva isto muito a sério e, se for preciso, correm atrás de vocês para vos espetar com elas onde calhar. Acho que algumas até vêm equipadas com uma espécie de adesivo, para prender nos cabelos e na roupa, caso a mulher não lhes queira pegar. E as alérgicas, pá? As de nariz sensível? As que não gostam de flores mortas? Etc, etc, etc? Tolerância e respeito pela diferença, isso é que era bonito.

07 março 2016

Coisas de "gaija" #1

"Gaija" que é "gaija" gosta de sapatos.
"Gaija" que dança eleva essa paixão a novos níveis. Por sapatos de dança, claro está. Contei lá por casa 9 pares. Em 8 anos. Não é muito. Mas já não havia espaço para todos, por isso, entre lágrimas e carinhos lá entreguei a alma de uns ao criador. Foram bons companheiros. Fizemos muitos km juntos por essas pistas e palcos fora. E com o espaço extra recentemente adquirido, lá veio o par nº 10. E também as horas terapêuticas a colar brilhantes e a queimar dedos no processo. Logo eu, que nem sou dada a grandes trabalhos manuais. Tudo pelos "patins" novos. My precioussssssssss.

Sparkle and shine on the dance floor

02 março 2016

And the winner is...

Não, não é sobre os óscares. Já vinha muito atrasada para isso, e se é para ser fora de época, então que seja em grande. Pronto, está bem, eu admito, não é por terem sido há mais tempo, é mesmo por estarem mais relacionados aqui com o buraco. Falo dos prémios Ig Nobel. Sim, os de 2015. Sabem em que consistem, certo? Espero que sim, mas caso haja dúvidas... perguntem ao Google.

For achievements that first make people LAUGH then make them THINK.
Esta introdução já diz tudo, mas vamos lá a alguns dos vencedores.

Química: pela investigação sobre como "des-cozinhar" um ovo (traduzam lá vocês "unboil", se conseguirem. Eu consegui tanto como eles conseguiram fazer regredir o estado do ovo)
Física: pela investigação sobre o efeito do tamanho corporal no tempo que dura a micção (parece que a média são 21 segundos, se ficaram curiosos)
Literatura: pela descoberta que a palavra "huh", ou seu equivalente, existe em todas as línguas humanas (e duh, já agora? Ficamos a aguardar ansiosos essa pesquisa)
Economia: por oferecerem pagar uma compensação extra a polícias que se recusem a aceitar subornos (?!?!?!)
Medicina: pela investigação dos benefícios e/ou consequências biomédicas de beijar intensamente (olha, olha, aposto que são todos cobaias do próprio estudo. #tudopelaciencia)
Biologia: pela observação de que prendendo um pau pesado à zona traseira de uma galinha, ela começa a andar como um dinossauro (esta nem sei o que diga, além de ser claramente uma crueldade para os animais, é apenas, ai, qual é a palavra... ESTÚPIDO!!!)

Hã, que tal? São bons ou quê? Podia ficar por aqui, mas há mais. Os anteriores supostamente davam para pensar (depois de rir, claro), mas os que se seguem nem isso. E algumas das investigações que não mereceram sequer uma nomeação ig nobel são:
- Os cereais sabem melhor com leite do que com água.
- Comer em demasia pode levar ao excesso de peso.
- Chamar uma ambulância pode salvar a sua vida.
- Objectos que estão muito distantes são mais difíceis de ver.
- ...

Não sei quanto a vocês, mas eu fiquei curiosa... 
Onde é que esta gente arranja financiamento? Hã? Alguém me diz? É que eu também quero!