Somos todos humanos. E não precisamos de nenhum provérbio para reconhecer que todos cometemos erros. Profissionais de saúde incluídos. Mas numa geração marcada por horas e horas de ER, House, Grey's Anatomy, entre outros, o que é para nós aceitável nesta área? O que é para nós erro ou negligência?
Ontem fui confrontada com mais uma dessas histórias. Triste. Um amigo de amigos. Novo, muito novo. Que chega às urgências num sábado à noite depois de uma semana de Queima, queixando-se de dores de cabeça. Recambiado para casa com uns analgésicos. Sem mais exames porque, ei, sábado à noite? Um jovem destes? Ressaca, não? Não. Aneurisma. Não detectado. Até ser tarde demais. Podia ter tido o mesmo desfecho, mesmo que os exames tivessem sido feitos naquela noite? Não sei. Ele também nunca o saberá. Pior ainda, a família e amigos nunca o saberão. Porque, aparentemente, ali no hospital, não acreditaram que a dor era forte. Que não era bebida, que não era outra coisa qualquer típica de jovem.
Terá sido exactamente assim? Não sei. Afinal, eu apenas ouvi uma versão. Não a vivi. Esta situação, pelo menos. Mas há uns anos atrás, eu passei por lá. Outro hospital. O dia a seguir ao Natal. O pesadelo de ver quem me deu a vida a lutar pela dela. Para os meus limitados conhecimentos, os sintomas eram graves. Descoordenação motora, afasia, um lado da face ligeiramente descaído. Nas urgências o primeiro veredicto foi algo como "pedrada de medicamentos". Assim. Sem mais exames. Porquê? Então, porque muita gente deprime no Natal, e abusam de ansiolíticos ou mesmo dos antidepressivos que tenham lá por casa. E juntam a isso algum álcool. Não. Garantimos que não era o caso. Uma TAC, pelo menos. Não valia a pena, aquilo com umas horas de sono ia ao sítio. E além disso era Natal, agora encontrar técnicos e médicos para fazer e interpretar exames? Foi uma guerra de vontades. Uma que acredito só ter sido vencida pela presença de uma familiar médica do nosso lado. Uma espécie de favor ou consideração pela pedido da "colega". A "pedrada" era afinal um tumor cerebral, a ser operado o mais rapidamente possível.
A minha história, ao contrário da primeira, teve um final feliz. E o profissionalismo com que trataram de tudo num outro hospital só merece elogios da minha parte. Mas serão as outras situações normais? Habituais? Seremos nós demasiado exigentes naquilo que podem e devem fazer os médicos que nos atendem? Esperamos demais? Reivindicamos muito? Ou é exactamente o contrário? Acreditamos cegamente? Não tenho a certeza. Mas deixo mais perguntas. A quem lá está. Se ali entrasse um vosso amigo, pai, mãe, irmão ou irmã e não um estranho, davam o benefício da dúvida? Fariam tudo o que pudessem para descartar as piores hipóteses? Acreditariam que não estavam envolvidos álcool, drogas ou outra coisa qualquer? Sim? Então, porque não estender essa gentileza, essa confiança, aos familiares dos outros? Afinal, há situações em que nem toda a gente mente. Mas toda a gente é sempre gente de alguém.
19 maio 2016
12 maio 2016
Coisas de "gaija" #2
Percebes que (realmente) andas com a carteira cheia de "tralha", quando a colocas no banco do pendura e começas a ouvir o irritante sinal sonoro que acompanha o aviso "passageiro sem cinto de segurança".
05 maio 2016
Ó Gonçalinho, fofo, chega aqui que eu não te aleijo
Aviso já que não vou falar sobre a besta (estou meiguinha, hoje) que maltratou o cão e pespegou com esse vídeo nas redes sociais. Primeiro, porque ainda não consigo expressar totalmente o que sinto por aquela espécie de vomitado ou cagado em forma de gente. Segundo, porque tento sempre ser contra a violência, mesmo quando a vontade de lhe mostrar os métodos de tortura medieval é grande (MUITO GRANDE). E, finalmente, porque dar-lhe atenção e notoriedade é precisamente o que aquela ameba quer, e eu recuso-me a fazer-lhe a vontade. Ponto.
Dito isto, o título refere-se ao segundo rapaz com este nome que me anda a invadir o facebook. Está meio mundo com o pito aos saltos por causa dos anúncios a um detergente. "Ai, porque o moço está de tronco nú!" ou "Ai, que ele faz uns comentários e umas insinuações que até me deixam com os calores!!". Depois dos anúncios aos produtos de higiene feminina, este deve ser o maior logro da publicidade. Sim, toda a gente sabe que logo a seguir a ter o período, o que uma mulher mais gosta é de lavar e tratar da roupa. "Ai, mas o Gonçalooo...". O Gonçalo nada! Para que me interessa o Gonçalo num anúncio de detergentes? Vem de brinde? Vem cá para casa fazer aquilo que publicita? E não, não estou a falar de tirar a roupa ou fazer insinuações pseudo-escaldantes. Só lavar, estender e passar. Ah, não faz? Para que é que serves então?
Ai, mas ele é tão prendadooo!! Menos.
04 maio 2016
Campo minado
Imaginem que dividem o local de trabalho com um casal.
Imaginem que esse mesmo casal costuma ter opiniões contrárias.
Imaginem que, a juntar a isso, sentem uma "corrente de ar frio" que circula entre os dois.
Imaginem depois que a vossa opinião é solicitada como forma de desempate.
Imaginem agora que, por questões de personalidade e formas de estar e pensar, tendem a concordar com ele.
...
...
CABUM?
Imaginem que esse mesmo casal costuma ter opiniões contrárias.
Imaginem que, a juntar a isso, sentem uma "corrente de ar frio" que circula entre os dois.
Imaginem depois que a vossa opinião é solicitada como forma de desempate.
Imaginem agora que, por questões de personalidade e formas de estar e pensar, tendem a concordar com ele.
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CABUM?
02 maio 2016
Estarei a virar macho?
Pois, parece que aqui a toca fez dois anos e nem me lembrei. Oops. E logo eu, que era tão boa nesta coisa de datas.
Era. Passado. Se dúvidas houvesse, dissiparam-se numa conversa com o gajo sobre o dia do nosso aniversário. É tal. Oops. Não era. Ele acertou. Eu não. A minha memória de elefante anda a falhar-me. Culpa da pdi, só pode. Isso ou estou mesmo a passar para o lado negro da força. Raio das influências. Oh well, parabéns atrasados para a toca. Yeeiiii.
Era. Passado. Se dúvidas houvesse, dissiparam-se numa conversa com o gajo sobre o dia do nosso aniversário. É tal. Oops. Não era. Ele acertou. Eu não. A minha memória de elefante anda a falhar-me. Culpa da pdi, só pode. Isso ou estou mesmo a passar para o lado negro da força. Raio das influências. Oh well, parabéns atrasados para a toca. Yeeiiii.
28 abril 2016
Embirrações #5
Podia começar aqui a chamar nomes ao energúmeno que resolveu atirar o cão de uma ponte. Podia. Mas, da maneira como as coisas estão, é um risco. Pode sair caro. Tal como aconteceu ao desgraçado que chamou assassino à besta "pessoa" que lhe matou o cão a tiro. Sim, aquele que foi condenado a pagar uma multa superior ao próprio filho da p#%& que usou a arma. Que lição valiosa se retira daqui? Não adjectivem ninguém. Nem escrevam sobre o assunto. É pegar numa marreta e dar asas à imaginação.
21 abril 2016
Mais um episódio para a saga das lentes de contacto
Já uma vez dissertei aqui sobre a minha relação amor-ódio com estes discos salvadores de pitosgas. E é verdade que a nossa história já vai longa, com muitos conflitos à mistura, grande parte por mea culpa, admito. Aquela coisa do material ter sempre razão, yada, yada. "O problema não és tu, sou eu". Mas não desta vez. Ontem foram elas. Ou uma delas, vá. A outra parece que ainda me atura.
Chego a casa, sonolenta, tiro as lentes, coloco-as no líquido, vou dormir. Acordo, sonolenta, ramelenta, preparo-me para tomar banho. "Olha, preciso mesmo de lavar os olhos... ia jurar que estava uma lente ali no chão..." Estava. A porca. She's trying to escape! Confirmo a caixa das lentes. Falta uma, claro. Uma piscina particular, tão boa, e a parvalhona foge assim para o meio do chão. Lá a recolhi, toda encarquilhada, reduzida a metade do tamanho, uma Betty Grafstein sem plásticas.
Lixo com ela? Nuh-uh. Estas são de um material novo. Especial de corrida. Uma boa limpeza e um banhinho de imersão e cá está ela, como nova. Julgavas que escapavas? Querias abandonar-me assim, do nada? Think twice, bitch.
Chego a casa, sonolenta, tiro as lentes, coloco-as no líquido, vou dormir. Acordo, sonolenta, ramelenta, preparo-me para tomar banho. "Olha, preciso mesmo de lavar os olhos... ia jurar que estava uma lente ali no chão..." Estava. A porca. She's trying to escape! Confirmo a caixa das lentes. Falta uma, claro. Uma piscina particular, tão boa, e a parvalhona foge assim para o meio do chão. Lá a recolhi, toda encarquilhada, reduzida a metade do tamanho, uma Betty Grafstein sem plásticas.
Lixo com ela? Nuh-uh. Estas são de um material novo. Especial de corrida. Uma boa limpeza e um banhinho de imersão e cá está ela, como nova. Julgavas que escapavas? Querias abandonar-me assim, do nada? Think twice, bitch.
12 abril 2016
Note to self #1
Não voltarás a beber café debaixo de um beiral em dia de chuva, pois, com a tua sorte (e pontaria), os enormes pingos que aí se acumulam, não irão cair na tua cabeça, mas em cheio dentro do teu café.
Ou como não irás inutilizar roupa e bebida de uma só vez.
Ou como não irás inutilizar roupa e bebida de uma só vez.
06 abril 2016
Verdade ou mentira, as respostas
Tal como tinha prometido, aqui ficam os esclarecimentos relativos a esta brincadeira.
No geral, vós, almas gentis que participastes, acertastes em quase tudo, se não mesmo em tudo (como as duas meninas viciadas em livros e, segundo elas, em analisar pessoas). Sou muito transparente, é o que é. Adiante.
1. Mentira. Usei aparelho, pois claro, mas olhando para mim agora, ninguém o diria. Os dentes do siso encarregaram-se de reverter todo o trabalho do dito cujo e pronto... tenho um sorriso torto. Ou, de acordo com o ser caridoso que priva comigo, "é esgrouviado".
2. Verdade. Sou uma nódoa nessa área. A única coisa que ainda consigo tocar é aquela flauta que nos impingem no 1º e 2º ciclo, e mesmo isso, ó ó... protejam os ouvidos.
3. Mentira. Não gosto, não simpatizo, não nada. Desde pequena. Não é trauma, é só implicância.
4. Mentira. É uma cor que gosto muito, mas não é a preferida. Então qual é, perguntam vocês? Pois, nenhuma. Não tenho. Sou muito ecléctica nisso das cores. E nas músicas. E nos livros. E nos filmes. E nas pessoas. E... acho que já deu para perceber a ideia.
5. Quanto a esta, não sei bem como é devo interpretar o facto de duas meninas dizerem sem hesitações que isto era verdadeiro?! Que raio de imagem têm vocês de mim, hein?! Para os que não acharam que isto fosse possível, cá beijinho, estão no meu coração, sim?
A resposta? Enfim... pois... eeerrrr... ok, é verdade. Mas não foi por mal. Era apenas um nico de gente, e por uma piquena distracção, sem me lembrar do que tinha combinado com os meus pais, meti os pezitos à estrada e ala que se faz tarde, aí fui eu a pé para casa. Eu a pensar que eles se tinham esquecido da filha, eles a pensarem que a filha tinha sido levada por alguém... et voilá, polícia à procura da criancinha desmiolada.
6. Verdade. O c#!$%& do mosquito fez pontaria ao meu tornozelo e zinga! toca de ferrar. Eu, como sou um bocado flor de estufa no que respeita a alergias, fiz uma reacção tão desmesurada, que só os corticosteróides e as muletas me valeram.
7. Verdade. Como disse o Jedi, e bem "quem não tem?" (que bonito... até rimou). Mas, de vez em quando, também tenho um ou outro dia que nem me posso ouvir.
8. Mentira. Eu não sei é viver com ela. As minhas skills são... como dizer... básicas. Além disso, cansa e suja muito. Aguento a maquilhagem de palco porque não tenho outra hipótese, mas refilo e refilo (comigo própria, lá está), sempre que chega a hora de tirar aquele betume todo da cara. E as purpurinas. Malditas purpurinas.
9. Verdade. Tenho propensão para enxaquecas e tudo o que é cheiro forte bate-me com força. Além disso, realmente não gosto de perfumes muito florais. Para mim têm de ser frutados (e cítricos, de preferência). Uma grande amiga dos meus tempos de estudante, com quem dividia o carro todas as manhãs, usava o Hypnotic Poison... E era assim que eu chegava sempre à faculdade, hipnotizada e prestes a vomitar.
10. Mentira. Pois claro, sou uma caguinchas. Tenho temor, miúfa, desconforto, o que lhe quiserem chamar. Apesar disso, lá me enfio num sempre que posso. Porquê? Porque adoro viajar, e o meu lado racional dá 5-0 ao irracional, sem sequer pestanejar.
Pronto, está feito. Ficam com as respostas e as respectivas justificações. Sou uma mãos largas, eu.
No geral, vós, almas gentis que participastes, acertastes em quase tudo, se não mesmo em tudo (como as duas meninas viciadas em livros e, segundo elas, em analisar pessoas). Sou muito transparente, é o que é. Adiante.
1. Mentira. Usei aparelho, pois claro, mas olhando para mim agora, ninguém o diria. Os dentes do siso encarregaram-se de reverter todo o trabalho do dito cujo e pronto... tenho um sorriso torto. Ou, de acordo com o ser caridoso que priva comigo, "é esgrouviado".
2. Verdade. Sou uma nódoa nessa área. A única coisa que ainda consigo tocar é aquela flauta que nos impingem no 1º e 2º ciclo, e mesmo isso, ó ó... protejam os ouvidos.
3. Mentira. Não gosto, não simpatizo, não nada. Desde pequena. Não é trauma, é só implicância.
4. Mentira. É uma cor que gosto muito, mas não é a preferida. Então qual é, perguntam vocês? Pois, nenhuma. Não tenho. Sou muito ecléctica nisso das cores. E nas músicas. E nos livros. E nos filmes. E nas pessoas. E... acho que já deu para perceber a ideia.
5. Quanto a esta, não sei bem como é devo interpretar o facto de duas meninas dizerem sem hesitações que isto era verdadeiro?! Que raio de imagem têm vocês de mim, hein?! Para os que não acharam que isto fosse possível, cá beijinho, estão no meu coração, sim?
A resposta? Enfim... pois... eeerrrr... ok, é verdade. Mas não foi por mal. Era apenas um nico de gente, e por uma piquena distracção, sem me lembrar do que tinha combinado com os meus pais, meti os pezitos à estrada e ala que se faz tarde, aí fui eu a pé para casa. Eu a pensar que eles se tinham esquecido da filha, eles a pensarem que a filha tinha sido levada por alguém... et voilá, polícia à procura da criancinha desmiolada.
6. Verdade. O c#!$%& do mosquito fez pontaria ao meu tornozelo e zinga! toca de ferrar. Eu, como sou um bocado flor de estufa no que respeita a alergias, fiz uma reacção tão desmesurada, que só os corticosteróides e as muletas me valeram.
7. Verdade. Como disse o Jedi, e bem "quem não tem?" (que bonito... até rimou). Mas, de vez em quando, também tenho um ou outro dia que nem me posso ouvir.
8. Mentira. Eu não sei é viver com ela. As minhas skills são... como dizer... básicas. Além disso, cansa e suja muito. Aguento a maquilhagem de palco porque não tenho outra hipótese, mas refilo e refilo (comigo própria, lá está), sempre que chega a hora de tirar aquele betume todo da cara. E as purpurinas. Malditas purpurinas.
9. Verdade. Tenho propensão para enxaquecas e tudo o que é cheiro forte bate-me com força. Além disso, realmente não gosto de perfumes muito florais. Para mim têm de ser frutados (e cítricos, de preferência). Uma grande amiga dos meus tempos de estudante, com quem dividia o carro todas as manhãs, usava o Hypnotic Poison... E era assim que eu chegava sempre à faculdade, hipnotizada e prestes a vomitar.
10. Mentira. Pois claro, sou uma caguinchas. Tenho temor, miúfa, desconforto, o que lhe quiserem chamar. Apesar disso, lá me enfio num sempre que posso. Porquê? Porque adoro viajar, e o meu lado racional dá 5-0 ao irracional, sem sequer pestanejar.
Pronto, está feito. Ficam com as respostas e as respectivas justificações. Sou uma mãos largas, eu.
04 abril 2016
Não sei quanto a vocês...
... mas eu cá, costumo preferir sempre o meu café sem ovo.
Não sei, é só porque me parece que não combinam... Mania minha, com toda a certeza.
Não sei, é só porque me parece que não combinam... Mania minha, com toda a certeza.
Sai um café normal e um sem ovo para a mesa 3!
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