Não voltarás a usar decotes em dias que tenhas de usar um crachá.
Hey, my eyes are up here... oh, right, but my name is down there... damn!
01 julho 2016
28 junho 2016
Quem canta seus monstros espanta
Que a menina aqui tinha noites de gritar e chorar a dormir, já eu sabia. Não porque me lembre de todos os pesadelos (thank god!), mas a cara molhada ao acordar não costuma deixar dúvidas.
Agora o que eu não sabia é que a menina aqui também tinha noites de cantoria. Há os que cantam no chuveiro... e há os que cantam a dormir. Como se ainda restassem dúvidas da qualidade dos meus parafusos. Uma coisa é certa. Enquanto me dá para a música, não me dá para chorar. Por mim, óptimo. E acho que o gajo também prefere as melodias desafinadas do que gritos. Não há sonhos maus que resistam, nem os meus, nem os dele. Pelo contrário, ganhamos umas quantas gargalhadas.
Agora o que eu não sabia é que a menina aqui também tinha noites de cantoria. Há os que cantam no chuveiro... e há os que cantam a dormir. Como se ainda restassem dúvidas da qualidade dos meus parafusos. Uma coisa é certa. Enquanto me dá para a música, não me dá para chorar. Por mim, óptimo. E acho que o gajo também prefere as melodias desafinadas do que gritos. Não há sonhos maus que resistam, nem os meus, nem os dele. Pelo contrário, ganhamos umas quantas gargalhadas.
Pronto, eu envergonho-me sozinha... caso algum dia tivesses a ideia de usar isto como chantagem, nhã nhã nhã nhã!
21 junho 2016
Well done guys
No decorrer do ano que passei ao balcão de uma farmácia, a realidade das (muitas) pessoas que não podiam pagar os medicamentos foi das que mais me custou. E foi também a que mais desconhecia. Sim, ouvimos falar dos que tentam comprar medicamentos sem receita, dos que descarregam problemas e frustrações no farmacêutico de serviço, dos que não querem ouvir conselhos, dos que apenas precisam de alguém que os ouça. Mas ninguém nos diz que vamos ouvir muitas vezes "desta receita só posso levar este" ou "só tenho aqui x €, veja lá se dá para levar uma caixa destes", e por aí fora. Não foi uma, nem duas, foram demasiadas vezes. Imagino que cada um depois reagisse à sua maneira. De acordo com os seus valores. Alguns motivados pela ideologia e ética associadas à profissão, outros apenas por simpatia pessoal, outros ainda por empatia ou compaixão generalizada. Claro que não estou a incluir os que olhavam para o lado e nada faziam. Não por acreditar que não os haja (infelizmente já não consigo ter esse nível de confiança na humanidade), mas porque tive a sorte de trabalhar com pessoas decentes. Muito decentes. E assim, entre nós, muitos medicamentos foram pagos a quem não o podia fazer.
Por tudo isto, só posso nutrir a mais profunda admiração e simpatia por iniciativas como esta, e acredito que ideias assim têm potencial para fazer a diferença. Porque mais podem ajudar mais. E a dividir por todos custa menos.
Por tudo isto, só posso nutrir a mais profunda admiração e simpatia por iniciativas como esta, e acredito que ideias assim têm potencial para fazer a diferença. Porque mais podem ajudar mais. E a dividir por todos custa menos.
16 junho 2016
Palminhas para Portugal
Temos muitos defeitos, sim. E muitos problemas. Ó se temos. Mas também fazemos algumas coisas boas, e não é só a nível de bola (que errrrrr... enfim, vamos ver como é que isto corre...)
Esta notícia já não é novinha em folha. Foram inúmeras as publicações sobre a mesma, quer nacionais, quer estrangeiras. Cada uma delas com direito a um rol de comentadores de sofá, como já é da praxe. E apesar de me faltar paciência para caixas de comentários que mais parecem caixas de areia de gato (o que lá vai parar é mais ou menos o mesmo), tive curiosidade de ver se existiriam diferenças entre a opinião dos "nossos" e dos "outros".
Assim, no geral, os portugueses aproveitaram a notícia para se queixarem do preço da electricidade, para se lamentarem de quanto nos vai custar toda esta inovação, para desenvolver algumas teorias da conspiração e afirmarem que tudo não passou de uma grande mentira. Os outros... bem, os que não estavam a elogiar ou a discutir formas de implementar estas medidas em mais países, estavam entretidos em fazer rir a malta. Entre as queixinhas e o humor, eu escolho sempre o último.
Esta notícia já não é novinha em folha. Foram inúmeras as publicações sobre a mesma, quer nacionais, quer estrangeiras. Cada uma delas com direito a um rol de comentadores de sofá, como já é da praxe. E apesar de me faltar paciência para caixas de comentários que mais parecem caixas de areia de gato (o que lá vai parar é mais ou menos o mesmo), tive curiosidade de ver se existiriam diferenças entre a opinião dos "nossos" e dos "outros".
Assim, no geral, os portugueses aproveitaram a notícia para se queixarem do preço da electricidade, para se lamentarem de quanto nos vai custar toda esta inovação, para desenvolver algumas teorias da conspiração e afirmarem que tudo não passou de uma grande mentira. Os outros... bem, os que não estavam a elogiar ou a discutir formas de implementar estas medidas em mais países, estavam entretidos em fazer rir a malta. Entre as queixinhas e o humor, eu escolho sempre o último.
"Isn't it strange that evolution would give us a sense of humor?"
14 junho 2016
Quero voltar para a ilha
Uma semana de descanso.
Uma viagem há muito desejada.
Um destino para lavar as vistas.
19 maio 2016
Everybody lies?
Somos todos humanos. E não precisamos de nenhum provérbio para reconhecer que todos cometemos erros. Profissionais de saúde incluídos. Mas numa geração marcada por horas e horas de ER, House, Grey's Anatomy, entre outros, o que é para nós aceitável nesta área? O que é para nós erro ou negligência?
Ontem fui confrontada com mais uma dessas histórias. Triste. Um amigo de amigos. Novo, muito novo. Que chega às urgências num sábado à noite depois de uma semana de Queima, queixando-se de dores de cabeça. Recambiado para casa com uns analgésicos. Sem mais exames porque, ei, sábado à noite? Um jovem destes? Ressaca, não? Não. Aneurisma. Não detectado. Até ser tarde demais. Podia ter tido o mesmo desfecho, mesmo que os exames tivessem sido feitos naquela noite? Não sei. Ele também nunca o saberá. Pior ainda, a família e amigos nunca o saberão. Porque, aparentemente, ali no hospital, não acreditaram que a dor era forte. Que não era bebida, que não era outra coisa qualquer típica de jovem.
Terá sido exactamente assim? Não sei. Afinal, eu apenas ouvi uma versão. Não a vivi. Esta situação, pelo menos. Mas há uns anos atrás, eu passei por lá. Outro hospital. O dia a seguir ao Natal. O pesadelo de ver quem me deu a vida a lutar pela dela. Para os meus limitados conhecimentos, os sintomas eram graves. Descoordenação motora, afasia, um lado da face ligeiramente descaído. Nas urgências o primeiro veredicto foi algo como "pedrada de medicamentos". Assim. Sem mais exames. Porquê? Então, porque muita gente deprime no Natal, e abusam de ansiolíticos ou mesmo dos antidepressivos que tenham lá por casa. E juntam a isso algum álcool. Não. Garantimos que não era o caso. Uma TAC, pelo menos. Não valia a pena, aquilo com umas horas de sono ia ao sítio. E além disso era Natal, agora encontrar técnicos e médicos para fazer e interpretar exames? Foi uma guerra de vontades. Uma que acredito só ter sido vencida pela presença de uma familiar médica do nosso lado. Uma espécie de favor ou consideração pela pedido da "colega". A "pedrada" era afinal um tumor cerebral, a ser operado o mais rapidamente possível.
A minha história, ao contrário da primeira, teve um final feliz. E o profissionalismo com que trataram de tudo num outro hospital só merece elogios da minha parte. Mas serão as outras situações normais? Habituais? Seremos nós demasiado exigentes naquilo que podem e devem fazer os médicos que nos atendem? Esperamos demais? Reivindicamos muito? Ou é exactamente o contrário? Acreditamos cegamente? Não tenho a certeza. Mas deixo mais perguntas. A quem lá está. Se ali entrasse um vosso amigo, pai, mãe, irmão ou irmã e não um estranho, davam o benefício da dúvida? Fariam tudo o que pudessem para descartar as piores hipóteses? Acreditariam que não estavam envolvidos álcool, drogas ou outra coisa qualquer? Sim? Então, porque não estender essa gentileza, essa confiança, aos familiares dos outros? Afinal, há situações em que nem toda a gente mente. Mas toda a gente é sempre gente de alguém.
Ontem fui confrontada com mais uma dessas histórias. Triste. Um amigo de amigos. Novo, muito novo. Que chega às urgências num sábado à noite depois de uma semana de Queima, queixando-se de dores de cabeça. Recambiado para casa com uns analgésicos. Sem mais exames porque, ei, sábado à noite? Um jovem destes? Ressaca, não? Não. Aneurisma. Não detectado. Até ser tarde demais. Podia ter tido o mesmo desfecho, mesmo que os exames tivessem sido feitos naquela noite? Não sei. Ele também nunca o saberá. Pior ainda, a família e amigos nunca o saberão. Porque, aparentemente, ali no hospital, não acreditaram que a dor era forte. Que não era bebida, que não era outra coisa qualquer típica de jovem.
Terá sido exactamente assim? Não sei. Afinal, eu apenas ouvi uma versão. Não a vivi. Esta situação, pelo menos. Mas há uns anos atrás, eu passei por lá. Outro hospital. O dia a seguir ao Natal. O pesadelo de ver quem me deu a vida a lutar pela dela. Para os meus limitados conhecimentos, os sintomas eram graves. Descoordenação motora, afasia, um lado da face ligeiramente descaído. Nas urgências o primeiro veredicto foi algo como "pedrada de medicamentos". Assim. Sem mais exames. Porquê? Então, porque muita gente deprime no Natal, e abusam de ansiolíticos ou mesmo dos antidepressivos que tenham lá por casa. E juntam a isso algum álcool. Não. Garantimos que não era o caso. Uma TAC, pelo menos. Não valia a pena, aquilo com umas horas de sono ia ao sítio. E além disso era Natal, agora encontrar técnicos e médicos para fazer e interpretar exames? Foi uma guerra de vontades. Uma que acredito só ter sido vencida pela presença de uma familiar médica do nosso lado. Uma espécie de favor ou consideração pela pedido da "colega". A "pedrada" era afinal um tumor cerebral, a ser operado o mais rapidamente possível.
A minha história, ao contrário da primeira, teve um final feliz. E o profissionalismo com que trataram de tudo num outro hospital só merece elogios da minha parte. Mas serão as outras situações normais? Habituais? Seremos nós demasiado exigentes naquilo que podem e devem fazer os médicos que nos atendem? Esperamos demais? Reivindicamos muito? Ou é exactamente o contrário? Acreditamos cegamente? Não tenho a certeza. Mas deixo mais perguntas. A quem lá está. Se ali entrasse um vosso amigo, pai, mãe, irmão ou irmã e não um estranho, davam o benefício da dúvida? Fariam tudo o que pudessem para descartar as piores hipóteses? Acreditariam que não estavam envolvidos álcool, drogas ou outra coisa qualquer? Sim? Então, porque não estender essa gentileza, essa confiança, aos familiares dos outros? Afinal, há situações em que nem toda a gente mente. Mas toda a gente é sempre gente de alguém.
12 maio 2016
Coisas de "gaija" #2
Percebes que (realmente) andas com a carteira cheia de "tralha", quando a colocas no banco do pendura e começas a ouvir o irritante sinal sonoro que acompanha o aviso "passageiro sem cinto de segurança".
05 maio 2016
Ó Gonçalinho, fofo, chega aqui que eu não te aleijo
Aviso já que não vou falar sobre a besta (estou meiguinha, hoje) que maltratou o cão e pespegou com esse vídeo nas redes sociais. Primeiro, porque ainda não consigo expressar totalmente o que sinto por aquela espécie de vomitado ou cagado em forma de gente. Segundo, porque tento sempre ser contra a violência, mesmo quando a vontade de lhe mostrar os métodos de tortura medieval é grande (MUITO GRANDE). E, finalmente, porque dar-lhe atenção e notoriedade é precisamente o que aquela ameba quer, e eu recuso-me a fazer-lhe a vontade. Ponto.
Dito isto, o título refere-se ao segundo rapaz com este nome que me anda a invadir o facebook. Está meio mundo com o pito aos saltos por causa dos anúncios a um detergente. "Ai, porque o moço está de tronco nú!" ou "Ai, que ele faz uns comentários e umas insinuações que até me deixam com os calores!!". Depois dos anúncios aos produtos de higiene feminina, este deve ser o maior logro da publicidade. Sim, toda a gente sabe que logo a seguir a ter o período, o que uma mulher mais gosta é de lavar e tratar da roupa. "Ai, mas o Gonçalooo...". O Gonçalo nada! Para que me interessa o Gonçalo num anúncio de detergentes? Vem de brinde? Vem cá para casa fazer aquilo que publicita? E não, não estou a falar de tirar a roupa ou fazer insinuações pseudo-escaldantes. Só lavar, estender e passar. Ah, não faz? Para que é que serves então?
Ai, mas ele é tão prendadooo!! Menos.
04 maio 2016
Campo minado
Imaginem que dividem o local de trabalho com um casal.
Imaginem que esse mesmo casal costuma ter opiniões contrárias.
Imaginem que, a juntar a isso, sentem uma "corrente de ar frio" que circula entre os dois.
Imaginem depois que a vossa opinião é solicitada como forma de desempate.
Imaginem agora que, por questões de personalidade e formas de estar e pensar, tendem a concordar com ele.
...
...
CABUM?
Imaginem que esse mesmo casal costuma ter opiniões contrárias.
Imaginem que, a juntar a isso, sentem uma "corrente de ar frio" que circula entre os dois.
Imaginem depois que a vossa opinião é solicitada como forma de desempate.
Imaginem agora que, por questões de personalidade e formas de estar e pensar, tendem a concordar com ele.
...
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CABUM?
02 maio 2016
Estarei a virar macho?
Pois, parece que aqui a toca fez dois anos e nem me lembrei. Oops. E logo eu, que era tão boa nesta coisa de datas.
Era. Passado. Se dúvidas houvesse, dissiparam-se numa conversa com o gajo sobre o dia do nosso aniversário. É tal. Oops. Não era. Ele acertou. Eu não. A minha memória de elefante anda a falhar-me. Culpa da pdi, só pode. Isso ou estou mesmo a passar para o lado negro da força. Raio das influências. Oh well, parabéns atrasados para a toca. Yeeiiii.
Era. Passado. Se dúvidas houvesse, dissiparam-se numa conversa com o gajo sobre o dia do nosso aniversário. É tal. Oops. Não era. Ele acertou. Eu não. A minha memória de elefante anda a falhar-me. Culpa da pdi, só pode. Isso ou estou mesmo a passar para o lado negro da força. Raio das influências. Oh well, parabéns atrasados para a toca. Yeeiiii.
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