Ora, digo que o sol já não é para todos. Que já paga imposto. Toda a gente conhece os perigos de uma elevada exposição ao mesmo, não é? Deve ser por isso. De certeza que é uma medida para prevenir os problemas de pele. Ah e tal, mas é exposição solar das quatro paredes onde se mora. E então? Os raiozinhos não atravessam as janelas, não? Vá, tudo a arranjar tocas, mas é. Poupam dinheiro e saúde, querem melhor?
E já agora, aproveito para dizer outra coisa. Sonhem. Sonhem muito. Mas mesmo muito. Aproveitem agora porque, pelo andar das coisas, não tarda nada estamos a pagar imposto por isso. Ah, e quase que me esquecia do ar! Não se esqueçam de respirar muito também. Encham bem os pulmões. Antes que a quantidade que cada um inala seja taxada de forma diferente.
03 agosto 2016
01 agosto 2016
Embirrações #6
Abrir uma caixa de medicamentos pelo lado do folheto informativo.
Every. Single. Time.
Every. Single. Time.
28 julho 2016
Pointless doubts #10
Sou só eu que me sinto uma grande mal-educada cada vez que leio mensagens de agradecimento no mural de quem aceitou um pedido de amizade?
"Muito obrigada por ter aceite meu pedido. Deus te abençoe!"
É isto. Vou direitinha para o inferno, eu.
"Muito obrigada por ter aceite meu pedido. Deus te abençoe!"
É isto. Vou direitinha para o inferno, eu.
26 julho 2016
Vi o que fizeste no Verão passado #2
Foi algo na forma como se cumprimentaram que me chamou a atenção. Ah, que bonito, um casalinho recente... Os olhares meio envergonhados, as mãos inquietas, os sorrisinhos totós. No meio da multidão, eram apenas os dois naquela esplanada. E eu, sem pudor, que os observava.
Ela deu-lhe uma prenda. Corada. Insegura. "Gostas mesmo? Isto é tão difícil". Pois é. Dar algo a um gajo não costuma ser tarefa fácil. Menos ainda quando mal se conhecem, como era o caso. E quando as expectativas e o desejo de agradar ainda são tão grandes. Enormes. Ele respondeu com um sorriso e várias tentativas de conforto. Assegurando que sim, era perfeito. Mesmo que não fosse. Podiam ser anos de prática a agradecer meias pelo Natal. Ou apenas a sensibilidade de quem quer ver o outro feliz. A mesma sensibilidade que lhe fez perguntar se podia fazer uma chamada. Com muitas explicações e muitos pedidos de desculpa. Pelos minutos de atenção que lhe ia roubar. Ela concorda. "Sim, sim".
Ele faz a chamada. Ela oferece-lhe privacidade, pegando no seu próprio telemóvel e procurando um Pokémon.
O amor é lindo.
Ela deu-lhe uma prenda. Corada. Insegura. "Gostas mesmo? Isto é tão difícil". Pois é. Dar algo a um gajo não costuma ser tarefa fácil. Menos ainda quando mal se conhecem, como era o caso. E quando as expectativas e o desejo de agradar ainda são tão grandes. Enormes. Ele respondeu com um sorriso e várias tentativas de conforto. Assegurando que sim, era perfeito. Mesmo que não fosse. Podiam ser anos de prática a agradecer meias pelo Natal. Ou apenas a sensibilidade de quem quer ver o outro feliz. A mesma sensibilidade que lhe fez perguntar se podia fazer uma chamada. Com muitas explicações e muitos pedidos de desculpa. Pelos minutos de atenção que lhe ia roubar. Ela concorda. "Sim, sim".
Ele faz a chamada. Ela oferece-lhe privacidade, pegando no seu próprio telemóvel e procurando um Pokémon.
O amor é lindo.
07 julho 2016
Mais uma adepta das voltas de 360º, só pode
Primeiro era muito amiguinha.
Depois, do nada, cortou relações com todos.
Eliminou contactos e amizades nas redes sociais. Zombie.
Achou que a fidelidade a uns amigos implicava destronar os outros.
Anos volvidos e eis que cai do céu um (novo) pedido de amizade.
A sério? Amiga, para bipolaridades, já me chegam as minhas. Não tenho tempo, energia, nem pachorra para pessoas falsas e com motivações dúbias. Faço tudo por um amigo. Dou tudo também. Até segundas hipóteses. Mas essas são reservadas a pessoas especiais. Lamento, não é o caso. De pessoas tóxicas toda a distância é pequena. Assim, aproveita o embalo dos 360º e continua a rodar... isso, assim... para bem longe.
Depois, do nada, cortou relações com todos.
Eliminou contactos e amizades nas redes sociais. Zombie.
Achou que a fidelidade a uns amigos implicava destronar os outros.
Anos volvidos e eis que cai do céu um (novo) pedido de amizade.
A sério? Amiga, para bipolaridades, já me chegam as minhas. Não tenho tempo, energia, nem pachorra para pessoas falsas e com motivações dúbias. Faço tudo por um amigo. Dou tudo também. Até segundas hipóteses. Mas essas são reservadas a pessoas especiais. Lamento, não é o caso. De pessoas tóxicas toda a distância é pequena. Assim, aproveita o embalo dos 360º e continua a rodar... isso, assim... para bem longe.
01 julho 2016
Note to self #2
Não voltarás a usar decotes em dias que tenhas de usar um crachá.
Hey, my eyes are up here... oh, right, but my name is down there... damn!
Hey, my eyes are up here... oh, right, but my name is down there... damn!
28 junho 2016
Quem canta seus monstros espanta
Que a menina aqui tinha noites de gritar e chorar a dormir, já eu sabia. Não porque me lembre de todos os pesadelos (thank god!), mas a cara molhada ao acordar não costuma deixar dúvidas.
Agora o que eu não sabia é que a menina aqui também tinha noites de cantoria. Há os que cantam no chuveiro... e há os que cantam a dormir. Como se ainda restassem dúvidas da qualidade dos meus parafusos. Uma coisa é certa. Enquanto me dá para a música, não me dá para chorar. Por mim, óptimo. E acho que o gajo também prefere as melodias desafinadas do que gritos. Não há sonhos maus que resistam, nem os meus, nem os dele. Pelo contrário, ganhamos umas quantas gargalhadas.
Agora o que eu não sabia é que a menina aqui também tinha noites de cantoria. Há os que cantam no chuveiro... e há os que cantam a dormir. Como se ainda restassem dúvidas da qualidade dos meus parafusos. Uma coisa é certa. Enquanto me dá para a música, não me dá para chorar. Por mim, óptimo. E acho que o gajo também prefere as melodias desafinadas do que gritos. Não há sonhos maus que resistam, nem os meus, nem os dele. Pelo contrário, ganhamos umas quantas gargalhadas.
Pronto, eu envergonho-me sozinha... caso algum dia tivesses a ideia de usar isto como chantagem, nhã nhã nhã nhã!
21 junho 2016
Well done guys
No decorrer do ano que passei ao balcão de uma farmácia, a realidade das (muitas) pessoas que não podiam pagar os medicamentos foi das que mais me custou. E foi também a que mais desconhecia. Sim, ouvimos falar dos que tentam comprar medicamentos sem receita, dos que descarregam problemas e frustrações no farmacêutico de serviço, dos que não querem ouvir conselhos, dos que apenas precisam de alguém que os ouça. Mas ninguém nos diz que vamos ouvir muitas vezes "desta receita só posso levar este" ou "só tenho aqui x €, veja lá se dá para levar uma caixa destes", e por aí fora. Não foi uma, nem duas, foram demasiadas vezes. Imagino que cada um depois reagisse à sua maneira. De acordo com os seus valores. Alguns motivados pela ideologia e ética associadas à profissão, outros apenas por simpatia pessoal, outros ainda por empatia ou compaixão generalizada. Claro que não estou a incluir os que olhavam para o lado e nada faziam. Não por acreditar que não os haja (infelizmente já não consigo ter esse nível de confiança na humanidade), mas porque tive a sorte de trabalhar com pessoas decentes. Muito decentes. E assim, entre nós, muitos medicamentos foram pagos a quem não o podia fazer.
Por tudo isto, só posso nutrir a mais profunda admiração e simpatia por iniciativas como esta, e acredito que ideias assim têm potencial para fazer a diferença. Porque mais podem ajudar mais. E a dividir por todos custa menos.
Por tudo isto, só posso nutrir a mais profunda admiração e simpatia por iniciativas como esta, e acredito que ideias assim têm potencial para fazer a diferença. Porque mais podem ajudar mais. E a dividir por todos custa menos.
16 junho 2016
Palminhas para Portugal
Temos muitos defeitos, sim. E muitos problemas. Ó se temos. Mas também fazemos algumas coisas boas, e não é só a nível de bola (que errrrrr... enfim, vamos ver como é que isto corre...)
Esta notícia já não é novinha em folha. Foram inúmeras as publicações sobre a mesma, quer nacionais, quer estrangeiras. Cada uma delas com direito a um rol de comentadores de sofá, como já é da praxe. E apesar de me faltar paciência para caixas de comentários que mais parecem caixas de areia de gato (o que lá vai parar é mais ou menos o mesmo), tive curiosidade de ver se existiriam diferenças entre a opinião dos "nossos" e dos "outros".
Assim, no geral, os portugueses aproveitaram a notícia para se queixarem do preço da electricidade, para se lamentarem de quanto nos vai custar toda esta inovação, para desenvolver algumas teorias da conspiração e afirmarem que tudo não passou de uma grande mentira. Os outros... bem, os que não estavam a elogiar ou a discutir formas de implementar estas medidas em mais países, estavam entretidos em fazer rir a malta. Entre as queixinhas e o humor, eu escolho sempre o último.
Esta notícia já não é novinha em folha. Foram inúmeras as publicações sobre a mesma, quer nacionais, quer estrangeiras. Cada uma delas com direito a um rol de comentadores de sofá, como já é da praxe. E apesar de me faltar paciência para caixas de comentários que mais parecem caixas de areia de gato (o que lá vai parar é mais ou menos o mesmo), tive curiosidade de ver se existiriam diferenças entre a opinião dos "nossos" e dos "outros".
Assim, no geral, os portugueses aproveitaram a notícia para se queixarem do preço da electricidade, para se lamentarem de quanto nos vai custar toda esta inovação, para desenvolver algumas teorias da conspiração e afirmarem que tudo não passou de uma grande mentira. Os outros... bem, os que não estavam a elogiar ou a discutir formas de implementar estas medidas em mais países, estavam entretidos em fazer rir a malta. Entre as queixinhas e o humor, eu escolho sempre o último.
"Isn't it strange that evolution would give us a sense of humor?"
14 junho 2016
Quero voltar para a ilha
Uma semana de descanso.
Uma viagem há muito desejada.
Um destino para lavar as vistas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)



