25 setembro 2015

Queres a resposta sincera ou a resposta de amigo?

Costuma ser a primeira coisa que nos sai boca fora, quando algum de nós se lembra de pedir uma opinião. É aquela brincadeira que antecede conselhos, questionando se esperamos um do outro a honestidade brutal, permitida pelos 18 anos de amizade, ou um suave dourar de pílula, quando apenas se pretende uns miminhos para dar alento.

Mas nas situações que envolvem opiniões relacionadas com questões de saúde, surgem-me as dúvidas. A resposta honesta será mesmo a de amigo? Ou é mais humano da minha parte aligeirar a verdade? Um ente querido, doente e fonte de preocupação. "Achas que é mesmo grave?" Fico ali embatucada. Ele tem noção que é mau, mas ainda assim, não tão mau como eu acho que é. Claro que a vida é feita de probabilidades, e o facto de haver riscos não quer dizer que estes se concretizem.

Neste cenário, dizemos o quê? Apontamos e evidenciamos a elevada probabilidade, uma espécie de preparação para o pior que pode nunca acontecer, ou deixamos ficar aquela suave esperança de que as coisas não estão tão mal como parecem? O que é que ajuda mais? Ou melhor dizendo, o que é que desajuda (isto existe?) menos?

6 comentários:

  1. Boa pergunta! Já me perguntei várias vezes o mesmo e nunca cheguei a uma conclusão clara. Já "deixei a esperança no ar", porque me pareceu que contar a verdade não ajudaria em nada. Já fui franca e ... sinceramente, não sei se ajudei ou piorei a situação, só sei que espero não voltar a estar nessa situação. Não há fórmulas perfeitas, infelizmente, só há respostas que ninguém gosta de dar. :/

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    1. É mesmo isso... uma lose-lose situation

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  2. É realmente uma situação delicada... Eu tendo a tentar desviar a atenção da pessoa para algo positivo. É uma fuga. Bem sei. Quando isso não é possível, tento pensar no que eu gostaria que me fizessem/dissessem e rezo para não estar a cometer alguma asneirada.

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    1. Olá! :)
      Concordo contigo na solução, eu tendo a fazer o mesmo... A maior parte das vezes acabo por chegar a uma espécie de compromisso, que passa por admitir que a situação pode ou não ser mais grave, mas o que realmente importa é estar a fazer todos os possíveis para a resolver, independentemente de prognósticos.

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