20 dezembro 2016

Sai mais um café para a mesa do canto

Depois do sucesso que foi o café sem ovo, eis que agora surge o café... sem molho!


Também não é mau, não senhor. Quase que arrisco a dizer que sabe exactamente ao café (dito) normal. Mas ei, de acordo com muita gente de bem, a minha opinião nada vale, pois sou aquele tipo de herege que não consegue diferenciar um Nespresso das outras marcas.

Oh amigos, válaver, café para mim é fonte de cafeína, ponto. Só não uso canetas injectáveis porque vá, aquilo ainda dói um bocado. Quase tanto como engolir um café todo queimadinho. Sem açúcar.

03 novembro 2016

Acho que esta não chega a Nobel da Literatura

Vinha de manhã no carro, rádio ligado, quando os meus ouvidos foram presenteados com esta música.
Para começar, parece haver ali uma certa batida de kizomba. Ora, eu não amo o estilo. Só muito raramente, para dançar, e mesmo nesses casos, dou preferência às que são apenas instrumentais. As outras costumam ter letras tão... como dizer... totós, que dou por mim a rir no meio da pista, o que acredito ser algo estranho (e quiçá, desagradável) para quem dança comigo.

Mas adiante. Ignorando a batida, a letra em si tem muito que se lhe diga. Ou melhor dizendo, tem pouco, quase nada mesmo. Dialeto, parece que é isso. E na minha cabeça até faz algum sentido, já que dificilmente lhe vejo algo de português ou qualquer outra língua oficial. Podia analisar com pormenor todos os "versos" (que não são muitos, não sei se já disse), mas fico-me apenas pelo refrão, em particular o "Vai, vai, vai, cai, cai e outras Bye Bye Bye". Eerrr... preciso mesmo de continuar? Não, pois não?

Mas sim, mas sim, continuemos. A juntar à batida e à letra, aparece de forma constante um efeito sonoro. Efeito esse que, acredito piamente, corresponde a um daqueles apitos de caça. Para chamar patos ou gansos, ou o camandro. Mas porque raio havia alguém de usar a música para atrair patos?? Hum... será uma maneira disfarçada de chamar algo a quem gasta dinheiro com isto? E aquela vozinha lá pelo meio, claramente resultante de umas inalações de hélio? Mais uma vez, será alguma indirecta ao que é necessário fazer para se apreciar a música? Concluindo e baralhando, acho que a primeira linha resume todo o meu sentimento em relação a isto. "Eu não percebo".

25 outubro 2016

Sim? Não? Nim?

Talvez seja apenas uma questão de adaptação, de me habituar a estes tempos em que as redes sociais prevalecem sobre tudo, ou quase tudo. Por enquanto, ainda acho um bocado estranho esta coisa das forças policiais tirarem selfies para ilustrar a descoberta de alguém desaparecido. Como a criança de Ourém, por exemplo. É uma ocasião feliz, claro, mas ver esta preocupação em documentar o momento da parte de quem devia essencialmente proteger, faz-me alguma confusão.

Está bem, está bem, chamem-me Velho do Restelo, se quiserem. Nestas questões, se calhar sou um bocadinho.
Mas já agora, para quando a selfie com o Pedro Dias? Está difícil essa, hein?

16 outubro 2016

Quem nunca?

Quem nunca se viu descansadinha num centro comercial (substituir por aeroporto, estação de comboios, estação de serviço, whatever) e foi subitamente interrompida por uma bexiga exigente e sem misericórdia?

Quem nunca se viu obrigada a atender o chamado da tirana atrás referida num daqueles wc públicos, com cubículos cujas divisórias ficam a meio caminho do chão e do tecto?

Quem nunca se viu sossegadita num desses cubículos, aaaahhhh, que alíviooooo, e de repente lhe aparece uma mão a tactear junto aos pés, na busca do "papel higiénico perdido da vizinha do lado"?

Não? Ninguém? Sorte a vossa. De qualquer das formas, se algum dia vos acontecer e forem propensas ao tipo de sustos que afecta esfíncteres, pensem positivo. Já estão com o rabo no sítio certo.

13 outubro 2016

Sobre a falta de parafusos

Sempre achei que a malta da dança era um bocado maluca. Pronto, se calhar, nem todos, mas a minha amostra, sim. Vá, eu, pelo menos. Porquê? Bem, assim logo para começar, pelos sacrifícios e dores que aguentamos. Já perdi a conta ao número de aulas, ensaios e até actuações que fiz com os joelhos e pés todos ligados, a rebentar pontos, carregada de dores e nódoas negras.

Eu sei, sou um bocado parva. Mas já tive a confirmação de que não sou a única. Alguns dos meninos com quem já dancei, fizeram-no com contracturas, hérnias discais, tendinites, entre muitas outras mazelas. E como se não bastasse, ontem, o meu rico par resolveu elevar a fasquia. Tínhamos ensaio. Faltar? Nem pensar. Mesmo depois de um dia passado no hospital, com as dores de uma cólica renal (coisa fraquinha, segundo ouvi dizer... assim equiparada às dores de parto, pppffff, para meninos, portanto), braços e mão todos furadinhos, lá estava ele, ao meu lado, pronto para a nossa sessão de tortura semanal.

Podíamos ser menos doidos? Podíamos, mas não era a mesma coisa.

03 outubro 2016

Mais um tema fracturante

Já muito se disse e escreveu sobre as diferenças de comportamento entre homens e mulheres, mas nunca li nenhuma dissertação sobre este tema em específico. E que assunto tão interessante é esse, perguntam vocês, cheios de curiosidade?
Ranho. O tema é, nada mais, nada menos, do que ranho.

Nos meus trinta e tal anos de vida, conto pelos dedos de uma mão os homens que conheci, que gostassem de dar uso aos lenços. Sim, quando se trata de ranho, as mulheres assoam-se, os homens fungam. Isso. Fungam. Ininterruptamente. E como é que te lembraste disso agora, rato? Pois, o moço está constipado. Este fim-de-semana tive como banda sonora um concerto de fungadelas. Non stop. Já com os ouvidos em sangue, e os nervos em frangalhos, perante a teimosia do gajo em não usar a porra do lenço, aproveitei o café com os amigos para debater o tema. Uns quantos homens, umas quantas mulheres. Eu e ele.

"Meninos, expliquem-me lá, mas que raio de aversão é essa aos lenços?"
Instalou-se a paródia. Elas automaticamente acenaram em concordância. "Opá, pois, mas são todos assim! Também não percebo!!" Eles defenderam-se mutuamente, assim como a sua masculinidade.
"Homem que é homem não se assoa! Chega ao fim do dia com os pêlos da mão rijos! Ou a manga da camisola! Se estiver mesmo muito à rasca, inclina a cabeça para trás e deixa escorrer pela garganta!!" Elas ofereciam lenços de papel ao moço, eles gritavam "resiste, não cedas!"

Ficou o circo montado. Entre risos e fungadelas, não consegui ganhar esta batalha. Mas a luta continua.
Ou irá continuar, assim que consiga recuperar do estúpido vírus que o gajo, como bom namorado, resolveu partilhar comigo. Obrigadinha, hã.

27 setembro 2016

Ouvido por aí (quando pensas que só acontece aos outros)

Eu, a BFF e o gajo em animado paleio num dos convívios da escola de dança. Pessoa totó aproxima-se.

Pessoa totó: Olá, olá! Então quem são estes dois meninos?
BFF: Esta é a Sci e este é o gajo.
Eu: Olá, boa noite.
Pessoa totó: Ah, muito bem... e dançam?
BFF: Ela sim, ele não.
Pessoa totó: Dança? Aqui na escola? Acho que nunca a tinha visto!
BFF: Como não? Nunca viu nenhuma das actuações do nosso grupo?
Pessoa totó: Já, claro, várias vezes!
BFF: Então, somos 3, certo? A Sci é a que está à frente, mesmo no meio.
Pessoa totó: Ai é? Ahhh, pois é... nem a reconhecia assim... tão vestida!
Gajo: Loooooooool
Eu: Eeerrrrr....

21 setembro 2016

Não sou a favor da violência, mas...

... ontem, se tivesse um taco de baseball comigo, era menina para o ter usado.

Rato segue na sua viatura, descansadita da vida. Nisto, e ao passar por um entroncamento com um pequeno beco, surge assim do nada uma espécie de pinscher, com ar de quem lhe deu nas metanfetaminas, que atravessa a estrada feito louco. Meto o pé ao travão com toda a força. Chiadeira de pneus, quatro piscas automaticamente ligados pela violência da manobra, cabeça a fazer a típica vénia do sr. doutor. Ainda a tentar perceber o que aconteceu, com a respiração e batimentos cardíacos de quem está prestes a sofrer um ataque, engato a primeira e mesmo antes de arrancar, pequeno cão tresloucado faz o mesmo em sentido contrário. Olho para o lado e vislumbro a dona, calmamente agarrada ao seu telemóvel, que depois do aparato todo, apenas se digna a levantar um olho para mim e retorna toda a sua atenção ao ecrã. Nem um "anda cá Bobby", um "desculpe" ou um "ai jesus, o meu cão". Nada de nada. Estou convencida que, se por azar do destino (ou por falha do meu spider-sense), eu tivesse magoado o canito, ia ficar muito mais desgostosa e abalada do que a própria dona.

Aventesma.

19 setembro 2016

Dentes fortes e saudáveis?

Fiquei curiosa em saber quem será o dentista do condutor de um pequeno motociclo que passou por mim no outro dia. E porquê, perguntam vocês? Ora, porque conduzir uma mota, enquanto se segura uma daquelas capas plásticas de protecção com os dentes, não é para qualquer um, não senhor.

Conclusão, corpitcho ali bem protegido contra o vento e a chuva. Já a boca aberta talvez seja um convite aos mosquitos, digo eu. Uma parede de dentes cerrados que no fim da viagem deve acabar com uma camada extra de proteína. Em calhando é isso que os torna tão fortes. Para lavar, enfim, nada que uma escova de aço e decapante não resolvam... Ah macho!

15 setembro 2016

Mistura bombástica

Junta-se o regresso aos treinos, pontuados por valentes sessões de agachamentos, com o aumento substancial da ingestão de água e tcharãaa!!

(Parece que é um chorrilho de gemidos e ganidos de dor ali para os lados do wc... Não eu, claro! Uma amiga. Isso. Chiu.)

Andar novo, sim... já passa... enquanto isso vou só ali enrolar-me em posição fetal e maldizer a minha vida

05 setembro 2016

Embirrações #7

Pessoas que ficam paradas (efeito múmia) imediatamente antes ou depois de umas escadas rolantes.

Pois, as férias foram boas, mas acabaram... não sei se dá para perceber.
E a água no Algarve este ano, hein? Que maravilha...

15 agosto 2016

As carpideiras da era digital

São uma classe de pessoas muito fácil de reconhecer pois, invariavelmente, começam as suas publicações lamentações da mesma forma

"Eu não o/a conhecia pessoalmente, mas era da minha terra..."

11 agosto 2016

Consegues ouvir-me?

Meu amigo. Vinha a pensar em tudo o que te queria dizer quando acordasses. Olha ali no meu perfil. Consegues ver? O "blá blá blá whiskas saquetas"? Pois, é o nosso. Aquela private joke tantas vezes repetida, que ficou parte de mim.

Queria gritar-te. Napoleãoooo, desta vez vais ter que ouvir mais que isto. Ouve todos aqueles que chamam por ti. Que te pedem para teres força. Que te dizem para lutares. Para acordares. Para ficares connosco. Para não nos abandonares. Sai dessa. Ainda preciso que sejas o meu guarda-costas. Ainda te quero dar aquele beijo de parabéns pessoalmente. Dançar contigo mais uma vez. Ter aquelas conversas, Zezé, Lili e Bibá. Trocar aqueles vídeos, mensagens e piadas. Ver o teu sorriso contagiante e rir-me contigo. Temos ainda muita coisa para fazer, ouviste? Tens de chegar à minha idade!

Mas já não fui a tempo. Agora tenho de te dizer adeus. E não sei como é que faço isso, bodyguard. A sério que não. Ainda estou a tentar com quem perdi o mês passado. Sem grande sucesso, diga-se de passagem. Sou péssima nisto, sabias? Por isso preciso que tenhas paciência comigo. Um dia vou acabar por aceitar, eu sei que vou. Só que não hoje, está bem?
Hoje, ficamos apenas pelo nosso blá blá blá whiskas saquetas...

08 agosto 2016

O rato pede paciência, porque se lhe dão força...

Que há pessoas com tendências suínas, não é novidade. Sim, gente porca, que atira com tudo e mais alguma coisa para o meio do chão, mesmo com abundantes caixotes do lixo nas proximidades. Agora, frascos de iogurte líquido meio bebidos foi a primeira vez que vi. Até admito que, pelo facto de não estar vazio, possa ter ido parar ao chão por acidente. O que não admito é que não fosse imediatamente recolhido pela pessoa em causa e colocado no sítio certo.

Ah e tal, que picuinhas que eu sou, não é? Pois, talvez, um bocadinho. Mas mais do que isso, sou distraída. Muito distraída. Claro que não vi a maldita garrafinha antes do meu pé lhe bater. E acabar assim, coberto de iogurte nanhento.

Que maravilha... chispe e sandália com aroma de leite azedo, yay.

04 agosto 2016

Se calhar podia fazer vida disto

Parece que tenho uma espécie de "dança da chuva" que é infalível. Posso mesmo garantir que consigo resolver qualquer problema de seca. Precisam de precipitação? É fácil. Basta eu lavar o carro e no espaço de 2 a 3 dias é garantido que chove onde quer que eu esteja. Ou melhor dizendo, onde quer que esteja a minha viatura.

Por isso, pessoas, se as vossas colheitas ou jardins sofrem com a seca, ou se apenas precisam de alguma água, não hesitem em contactar. Pela módica quantia de uma lavagem automática e 2 ou 3 dias de alojamento lá nas vossas terras, assim como as despesas de deslocação, resolvo o vosso problema. Ofereço garantia de qualidade ou a devolução do dinheiro.

Quem é amiga, quem é?

03 agosto 2016

Rato, e o que tens tu a dizer sobre o sol?

Ora, digo que o sol já não é para todos. Que já paga imposto. Toda a gente conhece os perigos de uma elevada exposição ao mesmo, não é? Deve ser por isso. De certeza que é uma medida para prevenir os problemas de pele. Ah e tal, mas é exposição solar das quatro paredes onde se mora. E então? Os raiozinhos não atravessam as janelas, não? Vá, tudo a arranjar tocas, mas é. Poupam dinheiro e saúde, querem melhor?

E já agora, aproveito para dizer outra coisa. Sonhem. Sonhem muito. Mas mesmo muito. Aproveitem agora porque, pelo andar das coisas, não tarda nada estamos a pagar imposto por isso. Ah, e quase que me esquecia do ar! Não se esqueçam de respirar muito também. Encham bem os pulmões. Antes que a quantidade que cada um inala seja taxada de forma diferente.

01 agosto 2016

Embirrações #6

Abrir uma caixa de medicamentos pelo lado do folheto informativo.

Every. Single. Time.

28 julho 2016

Pointless doubts #10

Sou só eu que me sinto uma grande mal-educada cada vez que leio mensagens de agradecimento no mural de quem aceitou um pedido de amizade?

"Muito obrigada por ter aceite meu pedido. Deus te abençoe!"

É isto. Vou direitinha para o inferno, eu.

26 julho 2016

Vi o que fizeste no Verão passado #2

Foi algo na forma como se cumprimentaram que me chamou a atenção. Ah, que bonito, um casalinho recente... Os olhares meio envergonhados, as mãos inquietas, os sorrisinhos totós. No meio da multidão, eram apenas os dois naquela esplanada. E eu, sem pudor, que os observava.
Ela deu-lhe uma prenda. Corada. Insegura. "Gostas mesmo? Isto é tão difícil". Pois é. Dar algo a um gajo não costuma ser tarefa fácil. Menos ainda quando mal se conhecem, como era o caso. E quando as expectativas e o desejo de agradar ainda são tão grandes. Enormes. Ele respondeu com um sorriso e várias tentativas de conforto. Assegurando que sim, era perfeito. Mesmo que não fosse. Podiam ser anos de prática a agradecer meias pelo Natal. Ou apenas a sensibilidade de quem quer ver o outro feliz. A mesma sensibilidade que lhe fez perguntar se podia fazer uma chamada. Com muitas explicações e muitos pedidos de desculpa. Pelos minutos de atenção que lhe ia roubar. Ela concorda. "Sim, sim".
Ele faz a chamada. Ela oferece-lhe privacidade, pegando no seu próprio telemóvel e procurando um Pokémon.
O amor é lindo.

07 julho 2016

Mais uma adepta das voltas de 360º, só pode

Primeiro era muito amiguinha.
Depois, do nada, cortou relações com todos.
Eliminou contactos e amizades nas redes sociais. Zombie.
Achou que a fidelidade a uns amigos implicava destronar os outros.
Anos volvidos e eis que cai do céu um (novo) pedido de amizade.

A sério? Amiga, para bipolaridades, já me chegam as minhas. Não tenho tempo, energia, nem pachorra para pessoas falsas e com motivações dúbias. Faço tudo por um amigo. Dou tudo também. Até segundas hipóteses. Mas essas são reservadas a pessoas especiais. Lamento, não é o caso. De pessoas tóxicas toda a distância é pequena. Assim, aproveita o embalo dos 360º e continua a rodar... isso, assim... para bem longe.

01 julho 2016

Note to self #2

Não voltarás a usar decotes em dias que tenhas de usar um crachá.

Hey, my eyes are up here... oh, right, but my name is down there... damn!

28 junho 2016

Quem canta seus monstros espanta

Que a menina aqui tinha noites de gritar e chorar a dormir, já eu sabia. Não porque me lembre de todos os pesadelos (thank god!), mas a cara molhada ao acordar não costuma deixar dúvidas.

Agora o que eu não sabia é que a menina aqui também tinha noites de cantoria. Há os que cantam no chuveiro... e há os que cantam a dormir. Como se ainda restassem dúvidas da qualidade dos meus parafusos. Uma coisa é certa. Enquanto me dá para a música, não me dá para chorar. Por mim, óptimo. E acho que o gajo também prefere as melodias desafinadas do que gritos. Não há sonhos maus que resistam, nem os meus, nem os dele. Pelo contrário, ganhamos umas quantas gargalhadas.

Pronto, eu envergonho-me sozinha... caso algum dia tivesses a ideia de usar isto como chantagem, nhã nhã nhã nhã!

21 junho 2016

Well done guys

No decorrer do ano que passei ao balcão de uma farmácia, a realidade das (muitas) pessoas que não podiam pagar os medicamentos foi das que mais me custou. E foi também a que mais desconhecia. Sim, ouvimos falar dos que tentam comprar medicamentos sem receita, dos que descarregam problemas e frustrações no farmacêutico de serviço, dos que não querem ouvir conselhos, dos que apenas precisam de alguém que os ouça. Mas ninguém nos diz que vamos ouvir muitas vezes "desta receita só posso levar este" ou "só tenho aqui €, veja lá se dá para levar uma caixa destes", e por aí fora. Não foi uma, nem duas, foram demasiadas vezes. Imagino que cada um depois reagisse à sua maneira. De acordo com os seus valores. Alguns motivados pela ideologia e ética associadas à profissão, outros apenas por simpatia pessoal, outros ainda por empatia ou compaixão generalizada. Claro que não estou a incluir os que olhavam para o lado e nada faziam. Não por acreditar que não os haja (infelizmente já não consigo ter esse nível de confiança na humanidade), mas porque tive a sorte de trabalhar com pessoas decentes. Muito decentes. E assim, entre nós, muitos medicamentos foram pagos a quem não o podia fazer.

Por tudo isto, só posso nutrir a mais profunda admiração e simpatia por iniciativas como esta, e acredito que ideias assim têm potencial para fazer a diferença. Porque mais podem ajudar mais. E a dividir por todos custa menos.

16 junho 2016

Palminhas para Portugal

Temos muitos defeitos, sim. E muitos problemas. Ó se temos. Mas também fazemos algumas coisas boas, e não é só a nível de bola (que errrrrr... enfim, vamos ver como é que isto corre...)

Esta notícia já não é novinha em folha. Foram inúmeras as publicações sobre a mesma, quer nacionais, quer estrangeiras. Cada uma delas com direito a um rol de comentadores de sofá, como já é da praxe. E apesar de me faltar paciência para caixas de comentários que mais parecem caixas de areia de gato (o que lá vai parar é mais ou menos o mesmo), tive curiosidade de ver se existiriam diferenças entre a opinião dos "nossos" e dos "outros".

Assim, no geral, os portugueses aproveitaram a notícia para se queixarem do preço da electricidade, para se lamentarem de quanto nos vai custar toda esta inovação, para desenvolver algumas teorias da conspiração e afirmarem que tudo não passou de uma grande mentira. Os outros... bem, os que não estavam a elogiar ou a discutir formas de implementar estas medidas em mais países, estavam entretidos em fazer rir a malta. Entre as queixinhas e o humor, eu escolho sempre o último.

"Isn't it strange that evolution would give us a sense of humor?"

14 junho 2016

Quero voltar para a ilha

Uma semana de descanso.
Uma viagem há muito desejada.
Um destino para lavar as vistas. 

Baterias recarregadas até às férias do Verão. Só não demorem muito a chegar, sim?

19 maio 2016

Everybody lies?

Somos todos humanos. E não precisamos de nenhum provérbio para reconhecer que todos cometemos erros. Profissionais de saúde incluídos. Mas numa geração marcada por horas e horas de ER, HouseGrey's Anatomy, entre outros, o que é para nós aceitável nesta área? O que é para nós erro ou negligência?

Ontem fui confrontada com mais uma dessas histórias. Triste. Um amigo de amigos. Novo, muito novo. Que chega às urgências num sábado à noite depois de uma semana de Queima, queixando-se de dores de cabeça. Recambiado para casa com uns analgésicos. Sem mais exames porque, ei, sábado à noite? Um jovem destes? Ressaca, não? Não. Aneurisma. Não detectado. Até ser tarde demais. Podia ter tido o mesmo desfecho, mesmo que os exames tivessem sido feitos naquela noite? Não sei. Ele também nunca o saberá. Pior ainda, a família e amigos nunca o saberão. Porque, aparentemente, ali no hospital, não acreditaram que a dor era forte. Que não era bebida, que não era outra coisa qualquer típica de jovem.

Terá sido exactamente assim? Não sei. Afinal, eu apenas ouvi uma versão. Não a vivi. Esta situação, pelo menos. Mas há uns anos atrás, eu passei por lá. Outro hospital. O dia a seguir ao Natal. O pesadelo de ver quem me deu a vida a lutar pela dela. Para os meus limitados conhecimentos, os sintomas eram graves. Descoordenação motora, afasia, um lado da face ligeiramente descaído. Nas urgências o primeiro veredicto foi algo como "pedrada de medicamentos". Assim. Sem mais exames. Porquê? Então, porque muita gente deprime no Natal, e abusam de ansiolíticos ou mesmo dos antidepressivos que tenham lá por casa. E juntam a isso algum álcool. Não. Garantimos que não era o caso. Uma TAC, pelo menos. Não valia a pena, aquilo com umas horas de sono ia ao sítio. E além disso era Natal, agora encontrar técnicos e médicos para fazer e interpretar exames? Foi uma guerra de vontades. Uma que acredito só ter sido vencida pela presença de uma familiar médica do nosso lado. Uma espécie de favor ou consideração pela pedido da "colega". A "pedrada" era afinal um tumor cerebral, a ser operado o mais rapidamente possível.

A minha história, ao contrário da primeira, teve um final feliz. E o profissionalismo com que trataram de tudo num outro hospital só merece elogios da minha parte. Mas serão as outras situações normais? Habituais? Seremos nós demasiado exigentes naquilo que podem e devem fazer os médicos que nos atendem? Esperamos demais? Reivindicamos muito? Ou é exactamente o contrário? Acreditamos cegamente? Não tenho a certeza. Mas deixo mais perguntas. A quem lá está. Se ali entrasse um vosso amigo, pai, mãe, irmão ou irmã e não um estranho, davam o benefício da dúvida? Fariam tudo o que pudessem para descartar as piores hipóteses? Acreditariam que não estavam envolvidos álcool, drogas ou outra coisa qualquer? Sim? Então, porque não estender essa gentileza, essa confiança, aos familiares dos outros? Afinal, há situações em que nem toda a gente mente. Mas toda a gente é sempre gente de alguém.

12 maio 2016

Coisas de "gaija" #2

Percebes que (realmente) andas com a carteira cheia de "tralha", quando a colocas no banco do pendura e começas a ouvir o irritante sinal sonoro que acompanha o aviso "passageiro sem cinto de segurança".

05 maio 2016

Ó Gonçalinho, fofo, chega aqui que eu não te aleijo

Aviso já que não vou falar sobre a besta (estou meiguinha, hoje) que maltratou o cão e pespegou com esse vídeo nas redes sociais. Primeiro, porque ainda não consigo expressar totalmente o que sinto por aquela espécie de vomitado ou cagado em forma de gente. Segundo, porque tento sempre ser contra a violência, mesmo quando a vontade de lhe mostrar os métodos de tortura medieval é grande (MUITO GRANDE). E, finalmente, porque dar-lhe atenção e notoriedade é precisamente o que aquela ameba quer, e eu recuso-me a fazer-lhe a vontade. Ponto.

Dito isto, o título refere-se ao segundo rapaz com este nome que me anda a invadir o facebook. Está meio mundo com o pito aos saltos por causa dos anúncios a um detergente. "Ai, porque o moço está de tronco nú!" ou "Ai, que ele faz uns comentários e umas insinuações que até me deixam com os calores!!". Depois dos anúncios aos produtos de higiene feminina, este deve ser o maior logro da publicidade. Sim, toda a gente sabe que logo a seguir a ter o período,  o que uma mulher mais gosta é de lavar e tratar da roupa. "Ai, mas o Gonçalooo...". O Gonçalo nada! Para que me interessa o Gonçalo num anúncio de detergentes? Vem de brinde? Vem cá para casa fazer aquilo que publicita? E não, não estou a falar de tirar a roupa ou fazer insinuações pseudo-escaldantes. Só lavar, estender e passar. Ah, não faz? Para que é que serves então?

Ai, mas ele é tão prendadooo!! Menos.

04 maio 2016

Campo minado

Imaginem que dividem o local de trabalho com um casal.
Imaginem que esse mesmo casal costuma ter opiniões contrárias.
Imaginem que, a juntar a isso, sentem uma "corrente de ar frio" que circula entre os dois.
Imaginem depois que a vossa opinião é solicitada como forma de desempate.
Imaginem agora que, por questões de personalidade e formas de estar e pensar, tendem a concordar com ele.
...
...
CABUM?

02 maio 2016

Estarei a virar macho?

Pois, parece que aqui a toca fez dois anos e nem me lembrei. Oops. E logo eu, que era tão boa nesta coisa de datas.
Era. Passado. Se dúvidas houvesse, dissiparam-se numa conversa com o gajo sobre o dia do nosso aniversário. É tal. Oops. Não era. Ele acertou. Eu não. A minha memória de elefante anda a falhar-me. Culpa da pdi, só pode. Isso ou estou mesmo a passar para o lado negro da força. Raio das influências. Oh well, parabéns atrasados para a toca. Yeeiiii.

28 abril 2016

Embirrações #5

Podia começar aqui a chamar nomes ao energúmeno que resolveu atirar o cão de uma ponte. Podia. Mas, da maneira como as coisas estão, é um risco. Pode sair caro. Tal como aconteceu ao desgraçado que chamou assassino à besta "pessoa" que lhe matou o cão a tiro. Sim, aquele que foi condenado a pagar uma multa superior ao próprio filho da p#%& que usou a arma. Que lição valiosa se retira daqui? Não adjectivem ninguém. Nem escrevam sobre o assunto. É pegar numa marreta e dar asas à imaginação.

21 abril 2016

Mais um episódio para a saga das lentes de contacto

Já uma vez dissertei aqui sobre a minha relação amor-ódio com estes discos salvadores de pitosgas. E é verdade que a nossa história já vai longa, com muitos conflitos à mistura, grande parte por mea culpa, admito. Aquela coisa do material ter sempre razão, yada, yada. "O problema não és tu, sou eu". Mas não desta vez. Ontem foram elas. Ou uma delas, vá. A outra parece que ainda me atura.

Chego a casa, sonolenta, tiro as lentes, coloco-as no líquido, vou dormir. Acordo, sonolenta, ramelenta, preparo-me para tomar banho. "Olha, preciso mesmo de lavar os olhos... ia jurar que estava uma lente ali no chão..." Estava. A porca. She's trying to escape! Confirmo a caixa das lentes. Falta uma, claro. Uma piscina particular, tão boa, e a parvalhona foge assim para o meio do chão. Lá a recolhi, toda encarquilhada, reduzida a metade do tamanho, uma Betty Grafstein sem plásticas.

Lixo com ela? Nuh-uh. Estas são de um material novo. Especial de corrida. Uma boa limpeza e um banhinho de imersão e cá está ela, como nova. Julgavas que escapavas? Querias abandonar-me assim, do nada? Think twice, bitch.

12 abril 2016

Note to self #1

Não voltarás a beber café debaixo de um beiral em dia de chuva, pois, com a tua sorte (e pontaria), os enormes pingos que aí se acumulam, não irão cair na tua cabeça, mas em cheio dentro do teu café.

Ou como não irás inutilizar roupa e bebida de uma só vez.

06 abril 2016

Verdade ou mentira, as respostas

Tal como tinha prometido, aqui ficam os esclarecimentos relativos a esta brincadeira.
No geral, vós, almas gentis que participastes, acertastes em quase tudo, se não mesmo em tudo (como as duas meninas viciadas em livros e, segundo elas, em analisar pessoas). Sou muito transparente, é o que é. Adiante.

1. Mentira. Usei aparelho, pois claro, mas olhando para mim agora, ninguém o diria. Os dentes do siso encarregaram-se de reverter todo o trabalho do dito cujo e pronto... tenho um sorriso torto. Ou, de acordo com o ser caridoso que priva comigo, "é esgrouviado".

2. Verdade. Sou uma nódoa nessa área. A única coisa que ainda consigo tocar é aquela flauta que nos impingem no 1º e 2º ciclo, e mesmo isso, ó ó... protejam os ouvidos.

3. Mentira. Não gosto, não simpatizo, não nada. Desde pequena. Não é trauma, é só implicância.

4. Mentira. É uma cor que gosto muito, mas não é a preferida. Então qual é, perguntam vocês? Pois, nenhuma. Não tenho. Sou muito ecléctica nisso das cores. E nas músicas. E nos livros. E nos filmes. E nas pessoas. E... acho que já deu para perceber a ideia.

5. Quanto a esta, não sei bem como é devo interpretar o facto de duas meninas dizerem sem hesitações que isto era verdadeiro?! Que raio de imagem têm vocês de mim, hein?! Para os que não acharam que isto fosse possível, cá beijinho, estão no meu coração, sim? 
A resposta? Enfim... pois... eeerrrr... ok, é verdade. Mas não foi por mal. Era apenas um nico de gente, e por uma piquena distracção, sem me lembrar do que tinha combinado com os meus pais, meti os pezitos à estrada e ala que se faz tarde, aí fui eu a pé para casa. Eu a pensar que eles se tinham esquecido da filha, eles a pensarem que a filha tinha sido levada por alguém... et voilá, polícia à procura da criancinha desmiolada.

6. Verdade. O c#!$%& do mosquito fez pontaria ao meu tornozelo e zinga! toca de ferrar. Eu, como sou um bocado flor de estufa no que respeita a alergias, fiz uma reacção tão desmesurada, que só os corticosteróides e as muletas me valeram.

7. Verdade. Como disse o Jedi, e bem "quem não tem?" (que bonito... até rimou). Mas, de vez em quando, também tenho um ou outro dia que nem me posso ouvir.

8. Mentira. Eu não sei é viver com ela. As minhas skills são... como dizer... básicas. Além disso, cansa e suja muito. Aguento a maquilhagem de palco porque não tenho outra hipótese, mas refilo e refilo (comigo própria, lá está), sempre que chega a hora de tirar aquele betume todo da cara. E as purpurinas. Malditas purpurinas.

9. Verdade. Tenho propensão para enxaquecas e tudo o que é cheiro forte bate-me com força. Além disso, realmente não gosto de perfumes muito florais. Para mim têm de ser frutados (e cítricos, de preferência). Uma grande amiga dos meus tempos de estudante, com quem dividia o carro todas as manhãs, usava o Hypnotic Poison... E era assim que eu chegava sempre à faculdade, hipnotizada e prestes a vomitar.

10. Mentira. Pois claro, sou uma caguinchas. Tenho temor, miúfa, desconforto, o que lhe quiserem chamar. Apesar disso, lá me enfio num sempre que posso. Porquê? Porque adoro viajar, e o meu lado racional dá 5-0 ao irracional, sem sequer pestanejar.

Pronto, está feito. Ficam com as respostas e as respectivas justificações. Sou uma mãos largas, eu.

04 abril 2016

Não sei quanto a vocês...

... mas eu cá, costumo preferir sempre o meu café sem ovo.
Não sei, é só porque me parece que não combinam... Mania minha, com toda a certeza.

Sai um café normal e um sem ovo para a mesa 3!

01 abril 2016

Verdade ou mentira

Diz que hoje é dia das mentiras. Nunca me tinha dado para brincar com isso ou pregar petas, mas enfim, há sempre uma primeira vez para tudo. E posso culpar este tempo bipolar, a semana de caca, ou até as noites mal dormidas, portanto... lá vai alho! Aqui ficam 5 verdades e 5 mentiras sobre a minha pessoa.

1. Nunca usei aparelho nos dentes.
2. Desisti das aulas de guitarra porque, após um ano, nem as "Dunas" conseguia tocar.
3. Gosto muito de palhaços.
4. A minha cor preferida é o vermelho.
5. Já fui procurada pela polícia.
6. Já tive de andar de muletas por causa de uma picada de mosquito.
7. Tenho o hábito de falar sozinha.
8. Não vivo sem maquilhagem.
9. Perfumes fortes e florais provocam-me dores de cabeça.
10. Adoro andar de avião.

(Não, não vou dar nenhum prémio a quem quiser brincar e, por acaso, acertar. O que interessa é participar, certo? Eeeerrrr, não? Pronto, pronto, eu sei, mas estamos em crise, não há nada a fazer, desculpem lá o mau jeito... E se der as respostas, hum? Que tal?)

28 março 2016

Silêncio

Rasgam. As palavras. As que ouvimos. As que calamos.
E não sei o que dói mais. Se tudo o que ainda temos para dizer, se o vazio que vai ficar depois de o fazermos.

23 março 2016

Tu não me envergonhes!

Eu tento, mas nem sempre consigo. A minha trambolhice crónica gosta de dar um arzinho da sua graça nas mais variadas situações. À mesa, por exemplo. Comida que voa do prato, dos talheres, dos pauzinhos. Para o chão, para cima de mim, para cima da companhia. Acontece. E ali fico eu, cor de tomate, engasgada. Sim, porque mesmo que queira disfarçar, os meus subsequentes ataques de riso não o permitem.

Da última vez foi com queijo ralado. Que não havia maneira de sair do frasco. Entupido, pensei. Nada como umas pancadinhas com ele na mesa. Funcionou, sem dúvida. De tal maneira, que ao virá-lo para o prato, lhe caiu a tampa e todo o conteúdo. Querias queijo? Toma lá queijo. Agora boa sorte a encontrar a massa por baixo disso tudo.
Duas reacções. Riso descontrolado do meu lado da mesa. Um "eu não conheço esta miúda" do lado dele.

Qualquer coisa semelhante a isto...

... seguida disto.

21 março 2016

Para os queixinhas

Parem com isso. A sério. Não há alma que vos ature. É chato e ninguém gosta de pessoas assim. Se não acreditam em mim, atentem nas palavras de um psicólogo que além de perceber da poda, é dotado de uma forte veia poética. "Venting anger is... similar to emotional farting in a closed area". Ora lá está. Toda a gente diz que um filho nunca cheira mal ao pai, bilu bilu, agora suportar flatulências alheias já não tem tanta piada, pois não?

Mas se o facto de não fazerem amigos e ainda perderem os que já têm é coisa que não vos preocupa, vejam pelo menos o lado científico do assunto. Ser queixinhas não é apenas mau para a vossa vida social. É mau para a vossa saúde também. E não precisam de ir para o campo da metafísica, das auras, energias e vibrações para perceberem porquê. A bela da ciência explica tudinho.

"Synapses that fire together wire together". Os vossos cérebros contêm uma colecção de sinapses separadas por espaços vazios (uns mais que outros, é certo). Sempre que vos ocorre um pensamento, uma sinapse envia um sinal através desse espaço até chegar a outra, construindo uma ponte entre elas, por onde circula a informação. O engraçado é que, cada vez que esse sinal é despoletado, as sinapses aproximam-se para diminuir a canseira de uma relação à distância. Dessa forma, o cérebro remodela os seus próprios circuitos, facilitando a recorrência daquele pensamento. Com o tempo, essas sinapses queixinhas estão tão juntinhas, que os pensamentos negativos são imediatos, mais rápidos que o Obikwelu, vencendo todos os outros. Hello, dark side.

Saúde mental, nicles. Mas não se fica por aí. Esta brincadeira aumenta os níveis de stress. E consequentemente, de cortisol, a hormona que anda sempre colada a ele. Uma verdadeira groupie, responsável por enfraquecer o sistema imunitário, aumentar a tensão arterial, o colesterol, o risco de doença cardíaca e de sofrer de obesidade e diabetes. Além de interferir com a capacidade de aprendizagem e memória. Concluindo, não ficam só queixinhas. Ficam gordos e burros. Bom, não é?

Pronto, era só isto. Se não vos chega, podem ver mais aqui. Ou aqui. Ou usem o Google, ele gosta.

17 março 2016

Anda lá, Primavera

Estou a contar contigo. Não me falhes, fáxabor.

As saudades que eu tenho de uma tarde assim...

08 março 2016

Hoje é aquele dia...

... em que saímos à rua e ficamos com a sensação que tomámos banho em Impulse (mais uma do tempo da maria cachucha, eu sei, xiu). Para os que não se lembram (ou não perceberam a referência, cof cof), hoje é o dia em que desconhecidos nos impingem oferecem flores e mais flores. A bem ou a mal, porque há gente que leva isto muito a sério e, se for preciso, correm atrás de vocês para vos espetar com elas onde calhar. Acho que algumas até vêm equipadas com uma espécie de adesivo, para prender nos cabelos e na roupa, caso a mulher não lhes queira pegar. E as alérgicas, pá? As de nariz sensível? As que não gostam de flores mortas? Etc, etc, etc? Tolerância e respeito pela diferença, isso é que era bonito.

07 março 2016

Coisas de "gaija" #1

"Gaija" que é "gaija" gosta de sapatos.
"Gaija" que dança eleva essa paixão a novos níveis. Por sapatos de dança, claro está. Contei lá por casa 9 pares. Em 8 anos. Não é muito. Mas já não havia espaço para todos, por isso, entre lágrimas e carinhos lá entreguei a alma de uns ao criador. Foram bons companheiros. Fizemos muitos km juntos por essas pistas e palcos fora. E com o espaço extra recentemente adquirido, lá veio o par nº 10. E também as horas terapêuticas a colar brilhantes e a queimar dedos no processo. Logo eu, que nem sou dada a grandes trabalhos manuais. Tudo pelos "patins" novos. My precioussssssssss.

Sparkle and shine on the dance floor

02 março 2016

And the winner is...

Não, não é sobre os óscares. Já vinha muito atrasada para isso, e se é para ser fora de época, então que seja em grande. Pronto, está bem, eu admito, não é por terem sido há mais tempo, é mesmo por estarem mais relacionados aqui com o buraco. Falo dos prémios Ig Nobel. Sim, os de 2015. Sabem em que consistem, certo? Espero que sim, mas caso haja dúvidas... perguntem ao Google.

For achievements that first make people LAUGH then make them THINK.
Esta introdução já diz tudo, mas vamos lá a alguns dos vencedores.

Química: pela investigação sobre como "des-cozinhar" um ovo (traduzam lá vocês "unboil", se conseguirem. Eu consegui tanto como eles conseguiram fazer regredir o estado do ovo)
Física: pela investigação sobre o efeito do tamanho corporal no tempo que dura a micção (parece que a média são 21 segundos, se ficaram curiosos)
Literatura: pela descoberta que a palavra "huh", ou seu equivalente, existe em todas as línguas humanas (e duh, já agora? Ficamos a aguardar ansiosos essa pesquisa)
Economia: por oferecerem pagar uma compensação extra a polícias que se recusem a aceitar subornos (?!?!?!)
Medicina: pela investigação dos benefícios e/ou consequências biomédicas de beijar intensamente (olha, olha, aposto que são todos cobaias do próprio estudo. #tudopelaciencia)
Biologia: pela observação de que prendendo um pau pesado à zona traseira de uma galinha, ela começa a andar como um dinossauro (esta nem sei o que diga, além de ser claramente uma crueldade para os animais, é apenas, ai, qual é a palavra... ESTÚPIDO!!!)

Hã, que tal? São bons ou quê? Podia ficar por aqui, mas há mais. Os anteriores supostamente davam para pensar (depois de rir, claro), mas os que se seguem nem isso. E algumas das investigações que não mereceram sequer uma nomeação ig nobel são:
- Os cereais sabem melhor com leite do que com água.
- Comer em demasia pode levar ao excesso de peso.
- Chamar uma ambulância pode salvar a sua vida.
- Objectos que estão muito distantes são mais difíceis de ver.
- ...

Não sei quanto a vocês, mas eu fiquei curiosa... 
Onde é que esta gente arranja financiamento? Hã? Alguém me diz? É que eu também quero!

25 fevereiro 2016

O dia em que fui vingada por um piolho fenómeno

Pela Formiga Fenómeno? Então mas não é Atómica?
Pois, sei lá, depende de quem traduz. Mas eu estou mesmo a falar de um piolho. Fenómeno.

Sempre morri de amores pela ciência mas, no início da minha vida profissional, ela não queria nada comigo. Ou melhor, até queria, mas sem dar nada em troca. E como uma pessoa precisa de dinheiro para viver, enquanto esperava que aquela ingrata reconhecesse o meu valor, trabalhei numa farmácia. Vida ingrata, também. Eu sei, há aqui um padrão, "não és tu, sou eu", mas adiante. Sinto uma profunda admiração por todos os farmacêuticos que trabalham nessa área. Mesmo. As horas infinitas de pé, as trombas e má-educação de muitos utentes, a burocracia envolvida, a falta de confiança e de respeito por quem está ali apenas com o objectivo de ajudar.

Uma das situações simpáticas com que  era brindada com frequência ocorria ao sábado de manhã. Estar ali, quando a vontade era estar na cama ou a aproveitar o dia de descanso, doía. E doía ainda mais quando, já na hora de fechar, a farmácia era invadida por uma legião de ladies que tinham andado no brunch com  as amigas, nas compras e no cabeleireiro. O que é que interessava os nossos horários e a nossa vontade de aproveitar o resto do dia? O que é que nós interessávamos, mesmo? Aliás, nós quem?

Foi assim, precisamente num sábado, que uma loira platinada com um ar muitooo afectado, acabada de sair do cabeleireiro, trunfa fofa e esvoaçante, entrou com a porta já a fechar, e atirou com um ar de desdém e nojo,
"Olheeee, quero qualquer coisa para os piolhos, já! O meu Dinis, c'ó horrrrror, veio com um papel da escola e parece que andam lá umas crianças badalhooocas, e eu até me dá os vómitos só de pensar nissooo! Odeio gente pooorca, e nem pensar que lá em casa entra essa bicheeeza!"
Já eu, fui acenando que sim com a cabeça, de olhos esbugalhados e fixos no super piolho, bem preto e bem visível, que passeava calmamente pelos fios platinados, com textura de algodão doce, da mulher.

21 fevereiro 2016

As coisas que se podem ver numa estação dos comboios

Um casalinho muito jovem chega à plataforma. Ficam ali uns segundos e logo começam aos beijos. Sôfregos. Com muita língua e mexer de cabeça à mistura. Do tipo endoscópico, pautado pela total ausência de pudor que caracteriza aquelas idades.

Apesar dos olhares de reprovação dos restantes passageiros, sinto alguma empatia. As despedidas nunca são fáceis. Eu sei. Mas eis que a sessão de "comes" termina e cada um segue o seu caminho separado... para os respectivos wc's. Aahhh, eeerrr, bem, não deixam de ter alguma razão. Nunca se sabe quando é que uma caganeira se revela fatal. Podia ter sido o último beijo daquelas almas.

Fiquem tranquilos. Não foi. Voltou cada um dos seus afazeres para mais uma fausta refeição na plataforma, de onde seguiram, de mãos dadas, para fora da estação.

17 fevereiro 2016

Quando valores mais altos se levantam

É do conhecimento geral que ciência e religião não combinam muito bem. Têm já uma longa história juntas, é verdade, mas as relações sempre foram difíceis (para dizer o mínimo). Talvez por isso seja tão raro haver misturas. Ou encontrar um cientista que, durante uma palestra, ponha a divindade lá pelo meio. Eu, pelo menos, nunca tinha assistido a isso.

Mas hoje foi o dia. No meio do uom uom uom (podem inserir aqui a voz da professora do Charlie Brown), algo perfura o meu manto de hibernação (muito sono e muito frio, não julguem fáxabor). Um valente thank god. Hã? Espera, what?? Ele disse realmente isto? Disse. E em que contexto? Vamos reboninar.

"We need to use rat models 'cause we don't have enough human's testicular biopsies. THANK GOD"
Palavras acompanhadas pelo ligeiro esgar de dor, seguido do encolhimento e uma mão a descer protectora para a zona em questão. Pois é. Até um cientista se torna religioso com as circunstâncias ou incentivos certos. Ora bolas.

15 fevereiro 2016

E porque ontem foi dia dos namorados...

... "let's talk about sex babyyy, let's talk about you and meee".

Eerrr, não, não era esta. Vamos lá ver, que isto (ainda) é uma casa de respeito. E orgulha-se de prestar serviço público (not), por isso hoje temos uma rubrica ao estilo consultório sentimental. Assim sendo, o tema é "bem piroso e lamechas, como o amor deve ser". Ou não. Decidam vocês. Falo de "dialectos de ternura".

De acordo com uma das muitas pessoas que ganham a vida a resolver os problemas das relações (ou ralações) dos outros, não existe uma linguagem universal do amor, mas sim cinco formas básicas. Imaginem uma espécie de cores primárias, mas para expressar sentimentos. Também defende que muitos problemas surgem quando não se fala a língua que o outro entende. Isto é, a comunicação deve ser adaptada de acordo com o receptor, e não com o emissor. É apenas um exemplo de que nem sempre o que funciona para nós, ou o que gostamos de ouvir, é necessariamente o que funciona para o outro, ou o que ele gosta de ouvir. E o objectivo é dar o melhor, e não o que nós queremos ou pensamos que é melhor (para alguns, pelo menos).

Então, o Dr. Rato Pinga-amor (eu própria, portanto, mas isto na 3ª pessoa soa melhor) apresenta-vos as 5 formas básicas de dizer és a manteiga do meu pão, o recheio das minhas bolachas, a tampa da minha panela, a cobertura do meu bolo, ou qualquer outra metáfora culinária que vos apeteça (seus esfomeados).

(1) Palavras de apreço. Esta é simples, mas não são apenas os "amo-te" ou "adoro-te". São os elogios, o realçar das qualidades, um "és fantástico/a", "especial", "fazes-me sentir feliz", etc, etc, etc.
(2) Prendas. Uns são mais materiais que outros. Nada a fazer. Claro que prendas pode não significar necessariamente dar este mundo e o outro, ou gastar o equivalente ao PIB de um qualquer país. Pode ser apenas e só uma questão do gesto, "ah e tal, vi isto e lembrei-me de ti".
(3) Actos de ajuda. Aqui entram sobretudo as tarefas domésticas. Para aqueles cuja visão de uma cozinha limpa ou de uma pilha de roupa lavada lhes grita amor aos ouvidos.
(4) Toque físico. Outra básica. Abraços, festas, carinhos, massagens, mãos dadas, beijoooos, corpos entrelaçados... e por aí fora, a vossa imaginação pode tratar do resto, que eu cá mantenho o decoro.
(5) Tempo de qualidade. Esta é um bocadinho mais traiçoeira. Talvez porque seja mais difícil de definir, mas de uma forma geral refere-se a momentos de atenção exclusiva. Momentos, hã? Não se está a falar de dias inteiros, isso era apenas esquisito. E neurótico.

Agora, para quem não gosta de rótulos (como eu), não há problema, porque há quem fale várias destas e quem entenda muitas também. Poliglotas, portanto. No meu caso, por exemplo, entendo uma mistura de 1), 4) e 5), mas falo a que for preciso. É verdade, ficam a saber que sou um rato muito adaptável.
Assim, algo como
"you're just to good to be true
can't keep my eyes off you
you'd feel like even to touch
I wanna hold you so much"
chega e sobra para me fazer ver arco-íris e até unicórnios fofinhos a arrotar pequenos corações por todo o lado. Um luxo.


E por aí? Alguém se identifica com alguma em particular? Abram os vossos corações, abram. Mas com cuidado, para não rasgar. Isso seria só nojento, e muito sujo, deixando aqui um banho de sangue e tecidos espalhados. Blharrccc.

10 fevereiro 2016

Dia de loucos

O webmail da empresa decidiu, do nada, tornar-se holandês.
O sistema biométrico divorciou-se do meu dedo e deixou-me na rua, à chuva.
O boss entrou no laboratório a bater palminhas e a falar sozinho.
Um amigo pediu esclarecimentos sobre o pensamento e comportamento das mulheres.

Situações: 4. Explicações: 0

04 fevereiro 2016

Quando dás por ti a agradecer coisas que nunca sonhaste que poderiam merecer a tua gratidão

Como, por exemplo, o facto de não gostares de gastar dinheiro em óculos de sol de marca xpto. Sim, a tua tendência para os esqueceres constantemente em qualquer lado, e mesmo depois de 4 dias, ainda os conseguires recuperar, levam-te a agradecer fervorosamente o facto de seres pelintra (porque até tens vários pares, mas aqueles são OS tais).

Ou também, o facto de ser Inverno (e tu odeias o frio), quando, numa fila (enormeeee) de supermercado, cruzas os braços em ligeiro sinal de impaciência e o teu soutien de apertar à frente, puufftttt! resolve abrir-se. Isso, aliado ao maravilhoso sistema das costas de nadador, origina imediatamente um deslocar irreversível das copas, que passam a fazer volume nas laterais, e eis que agradeces o casacão que disfarça as mamas aparentemente estrábicas com que ficaste.

Obrigada Murphy, por seres apenas mauzinho, em vez de mau como as cobras.

28 janeiro 2016

Uma pequena nota sobre isto de ser mulher

Ou melhor, uma palavrinha. Cinco letrinhas apenas (e muitos pontos de exclamação).

P-O-R-R-A!!!!!!

Ah e tal, isso da depilação a laser não dói nada... Não dói? Não dói?! NÃO DÓI???
Não dói os TOMATES!!!

E não me digam que sou fraquinha. Ou digam, pronto. Se calhar sou, mas a minha tolerância à dor nunca me deixou ficar mal, nem quando fui cosida quase a seco, nas endoscopias, a partir a boca toda contra metal, na tatuagem, ou até mesmo a dançar com uma lesão que deixaria muitos a chorar pela mamã, e sempre de sorriso no rosto! Agora isto? IRRA!!!

Estou um bocadinho alterada? Pois, é capaz. Pode ser do cheiro a porco queimado. Uma musiquinha talvez ajude... deixa cá ver, algo apropriado... sim, sim, aquela dos Kings of Leon. Aquela, da cena... do coiso... on fire.

Vou ali besuntar-me em Biafine e já volto. Ouch.

27 janeiro 2016

Pelo superior interesse

Parece um daqueles mantras que se repete até à exaustão, mas nunca se sabe bem o que significa ou o que vale em termos práticos. Mas isso não interessa nada, certo? Senão vejamos, o "mantra" do "superior interesse dos menores" foi usado em 2013/2014 para a proposta da coadopção e é agora usado novamente para a de adopção. Para casais do mesmo sexo, claro (eu sei que sabem, mas podiam ter estado noutro planeta nos últimos tempos). O mesmo mantra para duas situações que o próprio PR considera muito diferentes

"13 – Ora, e contrariamente ao que sucedia no caso da coadoção, o Decreto em apreço introduz uma alteração radical e muito profunda no nosso ordenamento jurídico(...)"

Ao contrário da coadopção. É o que ele diz. Seguido por introduzir uma alteração radical e profunda. Coisa que a outra não introduzia, portanto.

Ahh, então a coadopção é legal em Portugal? Não. Talvez não se recordem, talvez tenham sido bombardeados com todas as notícias sobre a aprovação pelo Parlamento e blá blá blá. Mas não. Uma só aprovação pelo Parlamento não faz uma lei. É todo um processo que envolve aprovações na generalidade, na especialidade e uma votação global, até à promulgação. Mas depois daquela primeira aprovação, muitas vezes se esquece o resto. E o processo para legalizar a coadopção nunca foi concluído. Meses e meses de discussão e levou com um chumbo na especialidade. Se ainda não acreditam, o PR mais uma vez, esclarece

"11 – Assim, por exemplo, no decurso da anterior legislatura foi iniciado o procedimento legislativo relativo à co adoção, o qual envolveu perto de vinte audições de associações e especialistas, não tendo sido concluído o referido processo."

Não foi concluído, realmente, porque os que votaram contra invocaram o "superior interesse da criança". Mesmo que aquela proposta se limitasse apenas à adopção pelo cônjuge relativamente a laços paternais pré-existentes. Sim, porque um casal homossexual pode ter filhos, pasme-se. Um dos membros, pelo menos. Aos olhos da lei, claro. Mas não queira o deus destas pessoas, que esse pai ou mãe "legal" tenha a infelicidade de morrer. Porque num caso desses, o outro, que para todos os efeitos era pai ou mãe "ilegal" daquela criança, não pode fazer nada. Nicles. Mesmo que o tenha criado e educado, meses ou anos, e que exista entre ambos uma relação que proporcione uma estabilidade emocional perfeita. 
Atenção, o "superior interesse da criança" não foi usado para evitar que ela fosse educada por um casal homossexual. Provavelmente com grande pena dos que votaram contra, eles não possuem esse poder. Porque há famílias assim. Há lares onde isso acontece. É a vida. Real. Não, o "superior interesse" apenas evitou que, em caso de calamidade, houvesse uma protecção mais efectiva destes menores. 
É por isso que, discussões de opinião à parte, aquele argumento já não (me) serve. À semelhança das palavras que, ao serem repetidas muitas vezes e muito rapidamente, deixam de fazer sentido. Perdem o significado. Já para não falar de coerência. Essa, fugiu para parte incerta. Emigrou.

26 janeiro 2016

Mais uma sobre perspectivas

A propósito deste post do Jedi, ocorreu-me uma adenda de crucial importância para a humanidade.

Ninguém quer ter negativa num exame...
... a menos que seja o exame de doenças venéreas.

25 janeiro 2016

Combinação de talentos

É isto que se obtém quando se conjugam aulas de anatomofisiologia e patologia, com um talento nato para o desenho. Podiam perfeitamente ser os meus apontamentos... as capacidades ilustrativas são iguais.

Isto sim, teria sido material de apoio de qualidade... 

20 janeiro 2016

Ou muito me engano...

... ou este médico vai ser responsável por levar à falência o negócio das maçãs na Big Apple. Just saying.

One apple a day keeps the doctor away? Screw the fruit.

Que ar tão saudável. Será contagioso?

(Com vocês, o momento parvo da semana, patrocinado por Royal Gala. A culpa é dos pesticidas.)

17 janeiro 2016

Mamma Mia

Gostei. Não tanto como do Cats, mas enfim, esse tem mais dança, e no meu caso, fica tudo dito.
Ainda assim, a apreciação global foi bastante positiva, com a tarde marcada por dois pontos altos. O primeiro resultante dos sorrisos e cantarolar da plateia, juntamente com o soltar da franga de muitos dos elementos masculinos presentes (oh yeah, shake it, baby!!). O segundo, aquele momento pele de galinha no the winner takes it all. Arrepiadinha até aos ossos. E não foi do frio. Bolas, que a mulher canta.

14 janeiro 2016

Oh, my hero

Ou, neste caso, heroes.

A minha viatura andava ligeiramente porquita por dentro. Um bocadito só. Quase nada. Pronto, está bem, a verdade é que já estava mais do que na hora de levar uma valente limpeza. E assim, fui ter com os 3 marmanjos que me tratam do assunto. Ehh bruta, logo 3? Ei, ei, então, é só porque é mais rápido. Além disso, eles tratam muito bem dela, ? A dona é que não costuma achar muita piada aos olhares e comentários de que é alvo. Mas enfim, pelo menos não são os tradicionais piropos das obras e aguenta-se quase tudo pelo cheirinho a lavado.

Estava eu à espera, mantendo a distância de segurança mínima para conforto dos meus ouvidos, quando um deles me grita "olhe, por acaso tem alguma aranha de estimação?". Penso que já referi várias vezes o que sinto em relação a aranhas, particularmente as que me aparecem no carro. Depois de uma ou duas batidas de coração falhadas, lá balbuciei "eeerrr, não... porquê?". Ao que um deles responde, fazendo-me sinal com a mão para me aproximar "bem, há quem goste de tarântulas e esta não anda longe disso, queria só confirmar... olhe ali". Congelei, ao ver a bicha confortavelmente instalada entre o banco do passageiro e a porta. E assim perdi toda a minha postura quando, com a voz a tremelicar, branca de susto e a um pequeno passo de saltar para o colo de um deles, disse "façam qualquer coisa, matem-na, aspirem-na, afoguem-na, mas não ma deixem aí dentro, por favooooor!".

Num belo exemplo de trabalho de equipa, lá me expulsaram a invasora. A partir de hoje são os meus heróis. Sim, porque um deles comentava, "já pensou o que acontecia se fosse a conduzir e ela começasse a passear perto de si?". Já. Morria.

13 janeiro 2016

Perfeccionista, eu?

De acordo com este estudo científico, parece que sou. Então rato, não nos digas que tens a mania de roer as unhas! Nop. Isso era demasiado banal. Se é para ser estranha, então que seja em grande. O que eu faço é mexer no cabelo. Muito. Ao ponto de o ir arrancando. Bastante. Em particular aqueles cabelitos fora do sítio. É a morte do(s) herói(s). Será isso que me rotula como perfeccionista?

A ser verdade, sou assim desde que nasci. Literalmente. Um bebé a arrancar cabelo, estás a gozar? Não. Estou a falar a sério.  Eu tinha um cobertor. Esse cobertor tinha pêlo. Esse pêlo era quentinho. E onde ele ficava mesmo bem era entre o meu nariz e a minha chupeta. Sempre devo ter sido friorenta, sei lá. Mas com poucos meses, arrancava o pêlo do cobertor e enfeitava o meu buço com ele, o que provocava síncopes nervosas nos meus progenitores. Até ao dia em que me retiraram o cobertor. Ai que ela ainda asfixia. Grande erro. A determinação era grande já nessa altura. E sem cobertor, virei-me para a fonte de pêlo mais à mão. Adivinharam. O meu cabelo. Se era desconcertante encontrar a filha com um bigodito de pêlo, imaginem o ataque de nervos quando me encontraram nos mesmos preparos, mas com origem na minha pilosidade. O cobertor voltou às minhas mãos em menos de um ai.

Sou então perfeccionista? Eu diria antes, um bocadinho estranha ou até mesmo esquisita. Mas sim, também sou perfeccionista. Apenas não me identifico com o resto dos atributos que associam a essa característica. Impaciente? Tirando o facto de ter vindo cá para fora com 7 meses, acho que não. Sinto frustração com facilidade? Nem por isso. Aliás, nada mesmo. Insatisfeita? Aí depende. Sou muito grata por todas as pessoas na minha vida. E aprecio muito tudo o que tenho. Se a insatisfação estiver relacionada com o querer fazer mais, querer viver mais, querer experimentar mais, estar constantemente a desafiar-me, então talvez seja. Eu chamo-lhe síndrome do bichinho carpinteiro. Por último, também não é fácil para mim sentir tédio. Há sempre algo para me fascinar. Em que pensar. Com que me entreter.

Portanto, é apenas mais um estudo para me dizer que não me enquadro. Que sou atípica. Tão típico.

11 janeiro 2016

Estás um bocadinho desorientada, filha

Sabes aquela coisa que se ensina na escola... ai, como é que se chama, aquela disciplina... eeeerrrr... Geografia? Não estás a ver? Não? Oh sua marota, o que andavas tu a fazer durante essas aulas, hã? Estás a ver a falta que te fizeram hoje? Pois, vai lá rever isso, vai.

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Cenário causado pelas descargas da barragem da Aguieira... errr, ai c'a estúpida, queria dizer Alqueva, claro... então, é no Guadiana!

07 janeiro 2016

O bem e o mal

Se me restassem dúvidas, que qualificar uma acção como boa ou má depende sempre da perspectiva, elas teriam sido definitivamente esclarecidas. Trânsito caótico da hora de ponta, chuva chata e deprimente, filas intermináveis. Deixo passar um condutor, cedendo-lhe o meu lugar. Andamos uns metros e, por sua vez, ele oferece uma traseira nova ao carro da frente.

Toda uma cadeia de boas acções que ali se estava a preparar, não fosse eu pôr travão na situação. Mesmo. Já tinha oferecido a passagem, não lhe ia dar também uma retaguarda melhorada, não?
Uma boa acção por pessoa, por dia. Temos de ser uns para os outros, e é para dar para todos.

04 janeiro 2016

All good things...

Ora pois, acabaram-se as férias, com grande pena minha.
O descanso. Os passeios. As horas e horas de ronha. Na cama. No sofá. Os programas com amigos. Os programas só os dois. Os mimos, os olhares, as gargalhadas. Namorar. E namorar mais um bocadinho. E... mais um bocadinho ainda. Eu e ele. Chocolates. As conversas. Beijos e abraços. Dormir, dormir, dormir. Mantas e gatinhos.
Tão, mas tão bom.

"O meu vizinho é Judeu"
"Portátil" - Porta dos Fundos
Happy New Year!!
ÓooLeonildeeeee...

E é precisamente assim, BOM, MAS BOM, que desejo que este ano seja para todos. Principalmente os que me lêem e/ou aturam, vocês merecem o céu. Ou uma consulta de neurologia, depende do ponto de vista. Enfim, um bom e feliz 2016, mas é.

Aaaah, já me esquecia, também dizem as más-línguas que amanhã fico mais velha. Só para as calar, eu cá não perco juventude, eu ganho idade, e parecendo que não, isso faz toda a diferença, entendido? Pronto, ainda bem que ficou esclarecido.