17 fevereiro 2016

Quando valores mais altos se levantam

É do conhecimento geral que ciência e religião não combinam muito bem. Têm já uma longa história juntas, é verdade, mas as relações sempre foram difíceis (para dizer o mínimo). Talvez por isso seja tão raro haver misturas. Ou encontrar um cientista que, durante uma palestra, ponha a divindade lá pelo meio. Eu, pelo menos, nunca tinha assistido a isso.

Mas hoje foi o dia. No meio do uom uom uom (podem inserir aqui a voz da professora do Charlie Brown), algo perfura o meu manto de hibernação (muito sono e muito frio, não julguem fáxabor). Um valente thank god. Hã? Espera, what?? Ele disse realmente isto? Disse. E em que contexto? Vamos reboninar.

"We need to use rat models 'cause we don't have enough human's testicular biopsies. THANK GOD"
Palavras acompanhadas pelo ligeiro esgar de dor, seguido do encolhimento e uma mão a descer protectora para a zona em questão. Pois é. Até um cientista se torna religioso com as circunstâncias ou incentivos certos. Ora bolas.

10 comentários:

  1. No fundo ele apenas expressou o que um pedofilo mais teme :P

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    1. Eu não escrevi "ele" com maiuscula :P

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    2. Eu também não estava a perguntar quem era o "ele", mas sim "o que" :p

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    3. Estava a referir-me aos "testicular biopsies" :P

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    4. Eu calculei. Mas há coisas piores :p

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  2. "Ora bolas" é a melhor maneira de terminar este texto :P

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    1. Parece que apreciamos o mesmo tipo de ironia ;)

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  3. Eu acho que o criador nos fez com essa pendureza precisamente para nos poder controlar. Não acreditas? Ora toma lá uma imagem bonita de objectos cortantes perigosamente perto das bolas só para ver se não chamas por mim...

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    1. Ah pois, a mim parece-me bem mais eficaz que aquelas visitas porta a porta a espalhar a "palavra do senhor"...

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