23 maio 2017

Não sei bem para o que andará ela a treinar...

Há uma rapariga nova lá no ginásio. Até aqui, tudo bem. O que não falta são miúdas sempre a entrar e a juntarem-se aos treinos. O PT é jeitoso e além disso, o Verão está a chegar e já se conhece aquele fenómeno da fé nos milagres, que muita gente tem.

A minha única questão é o facto de ela me desconcentrar. O raio da "piquena" é uma Sharapova em potencial. Muito sonora. Mesmo MUITOOOOOOO SONORAAAAAAAA. Com a mesma particularidade de que os sons que a menina emite não soam a esforço, mas sim a cama. Sim, isso. Quecas. Trungalhundice. Oh si cariñooooo. Orgasmos. E uma pessoa quer estar sossegada a treinar e acaba por estar constantemente a virar a cabeça para ver o que o PT lhe estará a fazer. Isso não se faz, pá.

30 abril 2017

Oh happy days

Feliz dia Mundial da Dança!! Sim, eu sei que foi ontem e então? Isto é como o Natal, quando o homem, ou neste caso o rato, quiser. E vá, eu e a dança temos andado um bocadinho mais afastadas nos últimos tempos, reduzidas a 3h semanais, mas sempre que penso que vamos acabar, ela vem e reconquista-me. Talvez até me volte a levar a um palco, quem sabe.

E bem, já agora, como estamos nisto de celebrar datas... Parabéns toca!!! Fazes... eeeeerrrr.... e vão 2, noves fora... 3 anos! Uuuu, tão crescida! E abandonada que ela anda, coitada. Vamos ver se resolvemos isso também, vamos? Mas sem promessas. Mais um talvez, quem sabe.

"Take more chances. Dance more dances." Eu, a ser feliz.

12 abril 2017

Que falta de emoção

A última vez que estive numa situação de overbooking, foi com a Continental Airlines, agora fod***, oops, digo fundida com a United. Mas não nos foi permitido entrar no avião enquanto não houvesse desistências. E além de oferecerem mais uma noite em NYC, com tudo pago, ainda davam crédito em passagens de avião. O valor ia subindo conforme o tempo passava sem ninguém se chegar à frente para ficar em terra. A cada anúncio de que continuávamos a ser mais que as mães, lá se ofereciam mais uns dólares. Estilo leilão, mas ao contrário. Chegou aos $500 ou $600, já não me recordo ao certo. Um desperdício, não é verdade? Bastava deixar entrar todos e depois arrastar lá de dentro uns quantos, pelos cabelos. Isso sim, era radical. E emocionante. E bom para a contenção de custos. A não ser que depois houvesse processos judiciais. Lawsuits. Isso é que era chato. E toda a gente sabe como os americanos se pelam por coisinhas dessas. Que inconvenientes, pá.

10 abril 2017

Brain freeze*

Jovem, não queremos que falte nada ao teu iogurte gelado! Por isso, se tens dúvidas, não hesites! Per... pre... errrr... unta.... isso!


* O fenómeno é real, como se pode comprovar.

24 fevereiro 2017

O meu momento fofinho do dia dos namorados

E com este título maravilhoso, quase posso apostar que afloraram nas vossas cabecinhas duas perguntas mui pertinentes.

A primeira, "oh, rato, só agora?!" E eu, respondo, olhem, pois, é o que há. A casa nova continua a dar comigo em doida, o trabalho também não ajuda, e a disposição para aqui vir não tem sido muita. É a vida. Além disso, mais vale tarde que nunca, yada, yada, blá blá blá whiskas saquetas.

A segunda, mais que óbvia, particularmente para quem me conhece um tiquito... "dia dos namorados, rato?!?!?" Sim. Ah, esperem. O quê, pensavam que eu ia falar de namorados, namorados? Tipo, o meu? Ou o que fizemos nesse dia? AHAHAHAHAHA...AHAHAH...AHAH...AAA... Vá, agora a sério. Para quem ainda não sabia, eu sou daquelas pessoas que não liga muito a isso. Não tenho nada contra, atenção. Só que também não tenho nada a favor. E ainda para mais, o gajo está longe durante a semana. Ou sou eu que estou longe. Ou as duas opções anteriores, sei lá.

O que vos leva a uma terceira pergunta. "Então, mas não eram duas?" Eram, claro. Esta só aflorou agora que respondi à segunda, não foi? Aliás, com esta brincadeira vamos acabar nas quatro. Como se não houvesse nada mais interessante para fazer do que estar aqui nas perguntas e respostas. E como se esta introdução não fosse uma das mais longas e parvas de sempre. Enfim, desculpem lá o mau jeito.

Prosseguindo. A quarta, "então mas se o post não é sobre namorados, ou sobre ti, é sobre quê?" Ah, finalmente, vamos ao que interessa. O post é sobre uma história fofinha que, por acaso, está relacionada com o 14 de Fevereiro, e que me deixou quentinha por dentro. Envolve gatinhos. Um, em particular. A viver num abrigo para animais há mais de um ano, sem que fosse adoptado. Aparentemente era muito tímido e desconfiado, e teimava em esconder-se, motivado sabe-se lá por que maldades sofridas. Os voluntários decidiram então atribuir-lhe uma função: gato recepcionista. Passou a estar na entrada, juntamente com um dos membros do abrigo, e a "receber" as pessoas, restaurando aos poucos a sua confiança nos humanos.


E sendo esta já uma excelente ideia, não foi a única. Com a aproximação do dia dos namorados, resolveram ir um pouco mais longe, e tentar evitar que passasse mais um ano "solteiro". E foi assim que o fizeram.


Sucesso instantâneo. Não só se tornou uma celebridade, como encontrou o amor da vida dele, o humano que o adoptou e lhe dá agora uma vida feliz.


E então, também ficaram mais quentinhos? Espero que sim. Miau.

05 janeiro 2017

Ano novo, casa nova

Bom ano, minhas pequenas cobaias!

Eu sei que já vem um bocado atrasado. Sim, também sei que tenho andado ausente destas lides. Muita coisa a acontecer ao mesmo tempo e o rato é só um. E vai mudar de toca. Literalmente. Com a trabalheira e dores de cabeça que tal acarreta. Valha-me o gajo, com o seu bom humor e profundo conhecimento das questões funcionais e decorativas, para me ajudar.
Não acreditam? Então atentem na situação em que andamos os dois perdidos numa daquelas grandes lojas de tralhas e traquitanas para a casa. Rato pega num piaçaba (sim, uma das peças mais fundamentais do lar). Gajo olha e pergunta "Para que precisas tu dessa lata de bolachas?" I rest my case.

PS: Ah, já me esquecia. Parece que a juntar a isto tudo, hoje ainda me cai mais um ano em cima. Enfim, vidas.

Adenda de extrema importância e relevância para a humanidade e quiçá para a honra e reputação do gajo, ou talvez, só talvez, para a minha saúde: Onde se lê "rato pega num piaçaba", deverá ler-se "rato pega num piaçaba desmontado dentro da caixa dele". Está melhor assim, luv?

20 dezembro 2016

Sai mais um café para a mesa do canto

Depois do sucesso que foi o café sem ovo, eis que agora surge o café... sem molho!


Também não é mau, não senhor. Quase que arrisco a dizer que sabe exactamente ao café (dito) normal. Mas ei, de acordo com muita gente de bem, a minha opinião nada vale, pois sou aquele tipo de herege que não consegue diferenciar um Nespresso das outras marcas.

Oh amigos, válaver, café para mim é fonte de cafeína, ponto. Só não uso canetas injectáveis porque vá, aquilo ainda dói um bocado. Quase tanto como engolir um café todo queimadinho. Sem açúcar.

03 novembro 2016

Acho que esta não chega a Nobel da Literatura

Vinha de manhã no carro, rádio ligado, quando os meus ouvidos foram presenteados com esta música.
Para começar, parece haver ali uma certa batida de kizomba. Ora, eu não amo o estilo. Só muito raramente, para dançar, e mesmo nesses casos, dou preferência às que são apenas instrumentais. As outras costumam ter letras tão... como dizer... totós, que dou por mim a rir no meio da pista, o que acredito ser algo estranho (e quiçá, desagradável) para quem dança comigo.

Mas adiante. Ignorando a batida, a letra em si tem muito que se lhe diga. Ou melhor dizendo, tem pouco, quase nada mesmo. Dialeto, parece que é isso. E na minha cabeça até faz algum sentido, já que dificilmente lhe vejo algo de português ou qualquer outra língua oficial. Podia analisar com pormenor todos os "versos" (que não são muitos, não sei se já disse), mas fico-me apenas pelo refrão, em particular o "Vai, vai, vai, cai, cai e outras Bye Bye Bye". Eerrr... preciso mesmo de continuar? Não, pois não?

Mas sim, mas sim, continuemos. A juntar à batida e à letra, aparece de forma constante um efeito sonoro. Efeito esse que, acredito piamente, corresponde a um daqueles apitos de caça. Para chamar patos ou gansos, ou o camandro. Mas porque raio havia alguém de usar a música para atrair patos?? Hum... será uma maneira disfarçada de chamar algo a quem gasta dinheiro com isto? E aquela vozinha lá pelo meio, claramente resultante de umas inalações de hélio? Mais uma vez, será alguma indirecta ao que é necessário fazer para se apreciar a música? Concluindo e baralhando, acho que a primeira linha resume todo o meu sentimento em relação a isto. "Eu não percebo".

25 outubro 2016

Sim? Não? Nim?

Talvez seja apenas uma questão de adaptação, de me habituar a estes tempos em que as redes sociais prevalecem sobre tudo, ou quase tudo. Por enquanto, ainda acho um bocado estranho esta coisa das forças policiais tirarem selfies para ilustrar a descoberta de alguém desaparecido. Como a criança de Ourém, por exemplo. É uma ocasião feliz, claro, mas ver esta preocupação em documentar o momento da parte de quem devia essencialmente proteger, faz-me alguma confusão.

Está bem, está bem, chamem-me Velho do Restelo, se quiserem. Nestas questões, se calhar sou um bocadinho.
Mas já agora, para quando a selfie com o Pedro Dias? Está difícil essa, hein?

16 outubro 2016

Quem nunca?

Quem nunca se viu descansadinha num centro comercial (substituir por aeroporto, estação de comboios, estação de serviço, whatever) e foi subitamente interrompida por uma bexiga exigente e sem misericórdia?

Quem nunca se viu obrigada a atender o chamado da tirana atrás referida num daqueles wc públicos, com cubículos cujas divisórias ficam a meio caminho do chão e do tecto?

Quem nunca se viu sossegadita num desses cubículos, aaaahhhh, que alíviooooo, e de repente lhe aparece uma mão a tactear junto aos pés, na busca do "papel higiénico perdido da vizinha do lado"?

Não? Ninguém? Sorte a vossa. De qualquer das formas, se algum dia vos acontecer e forem propensas ao tipo de sustos que afecta esfíncteres, pensem positivo. Já estão com o rabo no sítio certo.